Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 21/04/2021

De acordo com o art.5° da Constituição federal, vigente desde 1988, todos são iguais perante à lei, sem distinção de qualquer natureza. Não obstante, o número crescente de casos de “bullyng”, expressão usada para designar um conjunto de práticas violentas, impedem a efetivação desse artigo. Desse modo, essa prática constitui-se como um grave problema que ocorre, principalmente, nas escolas, depreciando a saúde mental e o rendimento das vítimas. Assim, é necessário analisar as causas e as consequências do bullyng para a sociedade brasileira, de modo a efetivar a Constituição.

Antes de tudo, é válido destacar que a omissão dos funcionários e colegas que presenciam esse ato de violência fundamenta a persistência do problema. Nessa perspectiva, faz-se relevante enfatizar a frase de Mahatma Gandhi, líder nacionalista indiano, “se ages contra a justiça, e permito que assim o faças, então a injustiça é minha”. Consoante ao pensamento de Gandhi, muitas pessoas negligenciam os atos de bullyng, dessa forma, essa infração não é encaminhada para os profissionais competentes. Por conseguinte, a falta de averiguação e punição dos infratores permite que essa situação se perpetue, agravando-a. À vista disso, devem ser formuladas políticas de orientação, para os pais, estudantes e funcionários, para impedir a disseminação dessa forma de violência.

Por outro lado, é imprescindível analisar não só a causa, mas também a depreciação da saúde mental e do rendimento das vítimas, resultado da prática de bullyng. Em virtude disso, o livro Extraordinário, escrito por R.J. Palacio, torna-se condizente com a temática, na obra, um menino com deformações faciais enfrente desafios dentro da sala de aula, como por exemplo, comentários e piadas acerca de sua aparência. Devido a isso, o emocional da criança foi extremamente abalado, dificultando suas relações sociais. Fora da ficção, diversas condições, além de físicas, são alvos de intolerância na escola, no entanto, todas elas podem gerar transtornos mentais recorrentes do trauma, como a ansiedade e depressão. Em virtude disso, a escola passa a ser um ambiente de aversão para as vítimas, e não de aprendizado, prejudicando, o desempenho escolar do aluno e da educação brasileira.

Enfim, mediante o exposto, é mister que diligências sejam tomadas para solucionar esse quadro. Logo, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com a Secretaria Especial de Comunicação Social (SECOM), a criação do programa Diga Não ao Bullyng (DNB), cuja principal função será orientar os pais, colegas, funcionários perante a esse delito. Para tanto, esses órgãos deverão, por meio de verbas concedidas pelo Governo Federal, veicular as orientações, dadas por especialistas no ramo, em campanhas midiáticas nas redes sociais. Destarte, a omissão seria diminuida, contribuindo para a atenuação do bullyng, assim sendo, a saúde mental seria priorizada, melhorando a educação no Brasil.