Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 26/09/2021
Na série “Os Treze porquês”, conta-se a história de uma garota chamada Hannah, a qual foi vítima do bullying dentro do ambiente escolar, de modo que foi determinante para o suicídio da mesma. Fora da dramaturgia, esse cenário é uma realidade na sociedade contemporânea. No Brasil, tal problemática é decorrente da vulnerabilidade das escolas e da desestruturação familiar no processo da formação cidadã. Portanto, faz-se vital promover a prevenção e a recuperação das ações do bullying no contexto escolar brasileiro.
Nesse contexto, cabe destacar que a Constituição Federal de 1988 garante que é responsabilidade do Estado fornecer educação aos cidadãos e prepará-los para o convívio social. Nesse viés, a escola é o órgão que visa efetivar esse compromisso. Desse modo, é um papel governamental criar medidas para tratar os distúrbios comportamentais entre os discentes. No entanto, o bullying é um entrave social evidente nas instituições de ensino, de maneira que se manifesta em casos de preconceito, exclusão e agressões físicas e verbais a um determinado indivíduo. Segundo Aristóteles, cabe ao governo estabelecer o equilíbrio dentro da sociedade por meio da justiça. Logo, a prevenção do bullying é fundamental em todas as escolas públicas e privadas.
A posteriori, outro fator que corrobora o impasse é a influência parental dos indivíduos, já que o comportamento é moldado desde a infância. Diante disso, o ato do bullying é um resultado de diversas questões sociais desarmônicas. Conforme Talcott Parsons, “ as famílias são máquinas que reproduzem personalidades humanas”, ou seja as práticas de violência escolar são ocasionadas devido à semelhança do núcleo responsável, uma vez que crianças que convivem em um lar com violências -físicas ou verbais- refletem tais atos nas interações pessoais. Nessa perspectiva, um obstáculo a ser superado é a causa eminente dos que praticam o bullying com os colegas, visto que é necessário tratar as lacunas dessa prática propondo a recuperação das famílias, dos agressores e das vítimas.
Por tudo isso, é notório que existem empecilhos a serem superados perante o processo de minimizar a ocorrência e os efeitos do bullying. Assim, urge que o Governo Federal invista em recursos suficientes para tratar os problemas psicológicos desencadeados pela sociedade, de forma que financie profissionais especializados nos transtornos comportamentais. Ademais, o Poder Legislativo deve aprimorar as leis que visem a criação de políticas públicas, por meio da criação de órgãos fiscalizadores a fim de investigar as causas das agressões entre os estudantes e mitigar sua persistência entre as gerações. Quiçá, poder-se-á enxergar a reeducação social em virtude da utilização da justiça como proposto por Aristóteles.