Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 04/11/2021
Nas histórias em quadrinhos da “Turma da Mônica”, a personagem principal é constantemente alvo de “bullying” por parte de seus amigos, que oprimem sua aparência e jeito de ser. Tal situação degradante não se limita ao âmbito ficcional e é muito presente na sociedade brasileira hodierna, gerando efeitos deletérios como transtornos psicológicos e ações de vingança. Dessa forma, fazem-se necessárias ações escolares e familiares para combater essa problemática.
De fato, é notório que a violência sistemática pode gerar inúmeros problemas psicológicos às vítimas, como ansiedade, depressão e até mesmo o suicídio. A título de exemplo dessa conjuntura, pode-se citar a série americana “13 Reasons Why”, em que a personagem Hannah Baker é foco de práticas de “bullying”, e, após muito sofrimento, acaba por cometer suícidio. O fato ocorrido com essa personagem também acontece muito no contexto brasileiro e poderia ser evitado se nas escolas houvesse um eficaz sistema de oposição ao “bullying”, como está previsto na Lei de Combate à Violência Sistemática. Dessa maneira, são imprescindíveis ações das escolas para rechaçar essa adversidade.
Ademais, também é evidente que o “bullying” pode levar as vítimas a tentarem se vingar de seus agressores, por meio de atos pontuais, ou, de modo mais agressivo, como por meio de massacres. Um dessas chacinas ocorreu em 2011 numa escola em Realengo, no Rio de Janeiro. O crime deixou inúmeros mortos e feridos, e teve por motivação o “bullying” que o autor do crime sofria quando estudava naquela escola. Casos como esse são cada vez mais frequentes no Brasil e demonstram que a presença da família na vida dos jovens, para perceber que seu comportamento mudou e que eles estão sofrendo com violências no ambiente escolar, é escassa, e, desse modo, são fundamentais ações desse grupo para combater esse problema.
Portanto, para combater os efeitos do “bullying” na sociedade brasileira, cabe às escolas implementar políticas severas de combate a essa forma de intimidação, por meio de palestras com psicológos, em que se explique aos alunos todos os males que a prática do “bullying” acarreta, além de formar uma rede de segurança em que os estudantes possam denunciar esse tipo de ato, visando que a Lei de Combate a Violência Sistemática seja devidamente cumprida e os jovens não sofram com os transtornos psicológicos decorrentes das agressões. Outrossim, compete à família uma maior presença na vida dos jovens, para que eles possam se sentir confortáveis em relatar que são vítimas de “bullying”, para que atos como os de Realengo não voltem a acontecer. Destarte, os casos de “Turma da Mônica” e “13 Reasons Why” permanecerão apenas na ficção.