Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 24/10/2022

Nos gibis da “Turma da Mônica”, os personagens Cebolinha e Mônica têm uma relação conturbada que representa o bullying: ele a ofende com apelidos pejorativos e ela revida com violência física. Assim, como na história em quadrinhos, esta é uma prática muito presente na vida de crianças e adolescentes, uma vez que tal ato é naturalizado pela sociedade e evidência preconceitos contra as minorias.

Em primeiro plano, o corpo social encara o bullying como algo cotidiano e não preocupante. Isso dificulta ou impede que muitas pessoas que sofrem com esse mal procurem ajuda de pais ou responsáveis. Segundo pesquisas reunidas pelo Laborátório de Inteligência de Vida (LIV), 43% das crianças e adolescentes já sofreram bullying, no entanto, 42% dos que sofreram agressão não buscaram ajuda. Dessa forma, a banalização da prática contribui para a manutenção desse cenário hostil.

Outro fator preocupante são os alvos das agressões serem em grande maioria negros e homossexuais, perpetuando o preconceito contra essas minorias. De acordo com a Apeoesp - Sindicato de professores de São Paulo - em uma escola de Rio Preto uma aluna de 11 anos era ironizada pelos colegas pela cor da sua pele e peso. Em outro caso um aluno levou uma faca de cozinha para a escola para tentar se livrar dos abusos, ele era chamado de homossexual e gordo. Dessa maneira, a persistência do preconceito na sociedade corrobora com essa problemática, pois, na maior parte dos casos as crianças e adolescentes reproduzem os comportamentos vistos em casa.

Portanto, para sanar esse problema, é preciso que o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, introduza psicólogos nas escolas do país, a fim de amparar as vítimas e orientar os agressores, através de projetos sociais que ensinem as consequências do bullying. Desse modo, será possível mitigar esse tipo de violência das escolas e promover um ambiente escolar salutar para todos.