Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 07/09/2023
Segundo Martin Luther King o que lhe preocupa não é o grito dos maus, e sim o silêncio dos bons. A partir dessa perspsectiva é possível destacar que na realidade brasileira contemporânea é perpetuada muitas formas de violência, como por exemplo o bullying. Desse modo, é essencial analisar os propulsores desse contexto hostil: negligência estatal e omissão escolar.
Diante desse cenário, vale ressaltar quer o descaso governamental é um fator preponderante para a ocorrência dessa problemática. Sob esse viés, de acordo com o filósofo Hegel “O Estado deve proteger seus filhos”. Entretanto, o contexto do Brasil do século XXI contraria-o, já que todos os dias crianças e adolescentes são intimidadas por “valentões” e não há nenhum amparo, apenas negligência com vítimas. Consequentemente, cada vez mais adultos são formados nesses espaços de violência enquanto o Estado fecha seus olhos em relação a esses atos criminosos.
Além disso, é importante destacar que a omissão escolar potencializa o bullying. Sob essa ótica, Hannah Arenth traz a idéia de Banalidade do Mal, em que os cidadãos natuzaralizam problemáticas, deixando para a mediocridade de não pensar. Em decorrência disso, escolas acabam sendo um espaço de maior violência, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde escolar (PeNSE) mais de 40% dos estudantes já sofreram bullying por conta da forma trivial de como as instituições de ensino lidam com isso. Dessa maneira, é notório que a omissão escolar coloca desde muito cedo na rotina da sociedade a banalidade de como é conduzido diversos tipos de violência.
Portanto, a negligência estatal e a omissão escolar perpetuam os estigamas relacionados ao bullying na sociedade. Nessa perspectiva, cabe ao Estado - principal agente interventor - aprimorar a legislação, por intermédio de maiores verbas para a área de segurança, a fim de diminuir os casos de bullying. Paralelamente, o Ministério da Educação - órgão responsável pelo sistema educacional brasileiro - orientar o corpo docente, por meio de um maior treinamento dos profissionais, com o fito de capacitar as instituições educacionais no enfrentamento dessa intimidação.