Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 21/10/2017
O massacre de Realengo em 2011, no Rio de Janeiro abalou o País. O atirador entrou na antiga escola e assassinou 12 adolescentes, em sua maioria meninas, essa predileção seria justificada em razão da violência verbal que o mesmo sofreu no colégio por garotas. O bullying até pouco tempo era considerado uma prática comum e inofensiva no ambiente escolar, a agressão psicológica e até mesmo física, contribui para a geração de tragédias. Ora, violência associada à transtornos psicológicos gera mais violência.
Tal fato é ocasionado pelo acompanhamento do desenvolvimento emocional e social deficiente. A aceitação do assédio no ambiente escolar é antiga e travestida de normalidade por se perpetuar há gerações, possui raízes firmes na compreensão de que é comum, necessário ou até mesmo visto com orgulho pelos pais sobre o filho conseguir se defenderquando na verdade, não há normalidade em alguém se divertir humilhando o outro. Recentemente, na escola Goyases em Goiânia, dois estudantes morreram durante um ataque realizado por um estudante que sofria bullying. Desta forma, se faz necessário o enfrentamento dessa questão.
Ademais, deve-se entende-lo também como um problema de saúde pública, tendo em vista que a saúde mental do indivíduo pode ser afetada já que essa problemática é mais recorrente na adolescência, período marcado pela busca de aceitação social e pessoal e a discriminação pode ser o gatilho para o desenvolvimento de transtornos ou até mesmo o suicídio. A Universidade de Oxford publicou um estudo no qual comprova-se que 30% dos jovens com depressão, sofreram bullying aos 13 anos .
É preciso investir, em campanhas educativas com parceria entre a mídia e o Governo Federal, no intuito de alertar aos pais sobre os riscos à saúde mental dos filhos, incentivando o dialogo e que haja auxilio às vitimas. Além disso, as escolas devem promover oficinas com psicólogos, estimulando o discente a entender a diferença entre brincadeira e humilhação e assim não praticar e nem compactuar com a violência.