Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 22/10/2017

Brasil, o país da tolerância?

Na contemporaneidade brasileira, assiste-se ao aumento de casos relatados sobre o “bullying”, principalmente nas escolas. Nesse âmbito, pode-se observar que isso se deve às intolerâncias atuais e à naturalização dessa prática. Dessa forma, é imperioso refletir e buscar intervenções.

“Feio”, “Baixinho”, “Gorda”, “Gay”, “Preto”. Essas e outras ofensas são ouvidas diariamente pelas vítimas do “bullying”. Infelizmente, isso ocorre por causa da falta de intolerância racial, sexual e estética, apoiada sobre a falta de compreensão da diversidade humana. Notavelmente, tal aspecto é observado no filme Carrie, A Estranha, o qual retrata a vida diária de uma vítima de intimidação do colegas. Sem dúvidas, as redes sociais contribuíram para o propagação e para a velocidade da difamação, também denominado “cyberbullying”. Com isso, a violência verbal vai além dos portões da escola, atingindo um contingente maior de vítimas. Assim, vê-se o retrocesso ideológico, o qual se reflete nas intolerâncias vividas atualmente.

Acresce a isso, a naturalização dessa prática de violência física e psicológica, a qual contribui para o aumento da problemática. Em virtude dessa habituação, o agressor não se torna o foco das discussões, mas apenas as vítimas, entretanto o apoio deveria ser mútuo. Parafraseando Locke com sua teoria da Tábula Rasa, em que o processo do conhecimento se dá pelas experiências, evidencia o caráter do agressor, que muitas vezes apenas transmite o que viveu. Logo, as medidas para aplacar tal mazela devem ser rápidas e ágeis, objetivando abranger todos os seguimentos.

Percebe-se, portanto, que o repúdio às diferenças e a naturalização são uma resistência à solução dessa adversidade. Por isso, é necessário que as famílias debatam esse assunto, oferecendo apoio, a fim de serem tomadas ações profiláticas e não curativas. Concomitantemente com as escolas, as quais devem fazer palestras e campanhas que enfatizem o respeito mútuo, evitando a punição do agressor, mas sim sua reformulação, com ajuda do corpo docente e de psicólogos. Desse modo, a diminuição de casos de “bullying” será um êxito.