Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 26/10/2017

Columbine. Realengo. Goyases. Respectivamente, foram os massacres em ambiente escolar mais recentes ocasionados por indivíduos que, durante sua infância, sofreram bullying. Esse fato, ilustra o pouco avanço quanto a diminuição do bullying, ciclo vicioso de violência, a ausência do respeito aos direitos humanos e a precisão de se debater sobre o tema nos dias atuais a fim de reduzir as estatísticas de suicídios e massacres.

De início, é necessário reconhecer que existem campanhas para combater a prática do bullying há muito tempo e, infelizmente, ainda é preciso explicar o óbvio: ele existe e mata. Com o avanço da violência, cada vez menos os filhos possuem a liberdade de brincar em lugares públicos e aproveitar plenamente a infância, tornando a escola o único lugar possível de convivência efetiva. Somado ao fato de que o corpo social não prepara as crianças para conviver com a diferença, no ambiente escolar, a criança, por sua vez, vai falhar com o respeito a diversidade e provavelmente o menor que não corresponder à vida padrão da maioria, tornará-se mais uma vítima desse crime.

Outra realidade pouco debatida e considerada um tabu não só pelas escolas, como também pela grande parcela da sociedade, é o bullying homofóbico, que atualmente representa o maior expoente de casos e vem ocasionando depressão e suicídio. A principal raiz desse impasse, é o esteriótipo de gênero idealizado pela cultura machista que definiu papéis sociais para mulheres e homens: essa, deve compor uma figura doce, delicada, reservada, frágil e deve ser protegida pelo homem. Este, deve ser forte, frio, garanhão e líder. O problema dessa atribuição arcaica e preconceituosa é que, as crianças que apresentarem características que não correspondam a padronização da sociedade, terão sua sexualidade questionada e sofrerão segregação em qualquer ambiente público ou privado que não pregar o respeito à diferença.

Diante do que foi mencionado, pode-se concluir, portanto, que a genética nada sabe sobre o sentimento etnocêntrico e sua prática foi difundida pelos homens. Nesse sentindo, para resolver esse impasse, é fundamental reconhecer que, sendo a escola um ambiente de formação de indivíduos pensantes, assegurar mecanismos de conscientização, prevenção e combate à intimidação sistemática através de projetos e palestras, deve ser prioridade das instituições. Assuntos como orientação sexual, papeis de gênero e diversidade cultural devem ser debatidos e esclarecidos, com a presença de profissionais do Serviço Social. Além disso, a sociedade deve continuar utilizando a mídia para erradicar o cenário atual. Campanhas como a do Setembro Amarelo, devem ser constantemente enfatizadas durante o ano todo, para que enfim, as estatísticas de suicídio sejam reduzidas.