Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 23/10/2017
Na série de quadrinhos “Turma da Mônica”, Cebolinha é um valentão que persegue e insulta Mônica através de apelidos pejorativos. Embora a obra de Maurício de Souza seja dos anos 70, a prática do bullying ainda está em questão no Brasil, crianças e adolescentes são suas maiores vítimas, posto que o problema é indubitavelmente mais presente nas escolas. Dessa forma, é necessário que haja um posicionamento da escola e família, para a tomada de novas medidas que resolvam o impasse.
Segundo o filósofo Jean-Paul Sartre, a violência, independente da forma que se manifesta, é uma derrota. Portanto, seja praticando ou sofrendo o bullying caracterizado por agressões físicas ou psicológicas, que podem causar sequelas para toda a vida; a prática é uma das vilãs da adolescência que envolve 30% dos estudantes brasileiros, conforme os dados da revista Veja. Porém, seu combate é menosprezado e minimizado, os agressores continuam praticando o bullying hereditariamente, principalmente nas escolas onde a certeza de impunidade lhes geram uma zona de conforto, e a grande maioria não o vê como uma agressão séria, e sim como uma brincadeira entre colegas.
Por conseguinte, ainda que as testemunhas não sejam as protagonistas dos fatos, o silêncio e as risadas dessas pessoas reforçam o poder do agressor, haja vista que as intimidações acontecem, na maioria das vezes, sem o conhecimento de pais e professores. Ademais, o bullying traz consequências comportamentais, emocionais e sociais como transtornos de ansiedade, baixa auto estima, depressão, isolamento social, e em alguns casos, a vítima opta por soluções trágicas como suicídio ou atos de violência. Destarte, a prática acaba sendo comum e se torna o maior problema de convivência entre os jovens.
Diante dos argumentos supracitados, é necessário que haja uma maior fiscalização de pais juntamente com o corpo docente. De acordo com Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Logo, os professores precisam incentivar a solidariedade, a convivência e o respeito às diferenças por meio de palestras, trabalhos didáticos em grupo, e debates que conscientizem os alunos a mudarem sua postura diante do bullying, devem denunciar, não aplaudirem ou darem continuidade, fazendo com que os agressores percam o público, se sintam sozinhos e desistam das intimidações. A prática só existe porque há plateia. Outrossim, os pais e/ou responsáveis precisam construir uma relação de confiança e diálogo aberto, com sensibilidade para acolher o filho, sem minimizar a importância de seus problemas. E, também, devem estar mais próximos da escola, frequentarem as redes sociais e conversarem com os filhos sobre o seu dia como forma de descobrir se a criança é vítima de hostilidades ou se pratica violência contra alguém.