Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 24/10/2017
A prática de ações discriminatórias, preconceituosas e violentas data a época da Colonização Portuguesa no Brasil, na qual o índio era constantemente desrespeitado e uma nova cultura o foi imposta. Na contemporaneidade, as minorias continuam excluídas e subjugadas e o bullying se faz presente diariamente na vida dessas pessoas, em decorrência de uma herança histórica e cultural. Infelizmente, isso se configura um grave problema social que precisa ser discutido e combatido.
O termo “Bullying” é recentemente novo e muito utilizado no âmbito escolar. Entretanto, há muito tempo se é praticado e, com o passar dos anos e com o avanço tecnológico, novas formas de cometê-lo foram criadas, a exemplo o cyberbullying. Em vista disso, o homossexual sofre agressão verbal em decorrência da sua orientação sexual, o negro é agredido por causa da sua cor, o nordestino por causa da sua origem, o deficiente físico por sua limitação e o gordo por estar fora do padrão estético imposto pela sociedade. Enfim, tudo aquilo que é “diferente” do convencional está sujeito a passar por humilhações e situações desagradáveis, que podem trazer sérios riscos à vida desse indivíduo e da sociedade.
Destarte, é evidente que aqueles que sofrem com o Bullying têm sua saúde mental e física abalados; os índices de ansiedade, depressão e agressividade só aumenta nesses grupos e as consequências são catastróficas, na maioria das vezes. A exemplo disso, tem-se o episódio de Realengo e, mais recentemente, o do aluno que entrou armado em uma escola particular em Goiânia e matou alguns de seus colegas, sob a justificativa de ter sofrido Bullying escolar. Ademais, quantos João, Maria e José não atentaram contra a própria vida após terem passado por situações semelhantes por não atenderem às expectativas da sociedade ou por serem “diferentes” aos olhos alheios?
É notório o avanço no que diz respeito ao combate ao Bullying, principalmente após a criação da Lei de Combate ao Bullying em 2015. Entretanto, é necessário o contínuo processo reflexivo, não só no âmbito escolar, como em toda a sociedade. O Governo, por meio no Ministério da Educação, deve proporcionar palestras, discussões e acompanhamentos psicológicos para todas as crianças e jovens das redes públicas e privadas de ensino. Adicionado a isso, deve haver uma maior fiscalização por parte do Poder Judiciário, e punição daqueles que praticam as mais diversas formas de preconceito e discriminação.