Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 28/10/2017
Na famosa série da Netflix, 13 Reasons Why, a jovem Hanna Barker comete suicídio pelas fortes intimidações que sofreu na escola, deixando 13 fitas-cassetes gravadas explicando os motivos de ter tirado a própria vida. Fora da ficção, a prática do bullying ainda é o motivo responsável pela morte de muitos brasileiros. Diante disso, deve-se analisar como o individualismo e o poder público potencializam o bullying.
Em primeiro lugar, o individualismo é o principal responsável por esse tipo de violência. Isso porque, na sociedade pós-moderna, as pessoas, segundo defende o sociólogo Zygmunt Bauman, não possuem a empatia. Exemplo disso, foi o caso de Amanda Todd, em 2012, no Canadá, vítima da completa ignorância de um indivíduo que publicou nas redes sociais fotos íntimas da jovem, motivo pelo qual teve crises de ansiedade e ,mais tarde, o suicídio. Portanto, nota-se que o bullying tem suas raízes na falta de uma educação de qualidade, em questões éticas e morais.
Atrelado ao individualismo, o poder público negligência esse tipo de intimidação. Isso ocorre porque, mesmo com o sancionamento da lei número 13185, que combate à intimidação sistemática, o Estado não garante a sua efetivação. Exemplo disso, foi a pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelando que 20% dos estudantes brasileiros ainda praticam bullying. Assim, reduzir a prevalência desse problema na sociedade pode ser uma medida de defesa pública extremamente expressiva e efetiva.
Torna-se evidente, portanto, que a educação e o Estado devem combater a prática do bullying. Assim, para acabar com o individualismo, o Ministério da Educação deve, em parceria com as escolas, incluir nos currículos escolares dos ensinos infantil, fundamental e médio, a disciplina de ética e cidadania, para disseminar o hábito da empatia. Ademais, o Ministério Público deve garantir e efetivar os direitos dos cidadãos através da fiscalização periódica nas instituições e órgãos públicos. Assim, a lei anti-bullying terá maior eficácia e deixará de fazer parte da sociedade.