Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 24/10/2017
Recentemente, em Goiânia, um acontecimento teve grande repercussão: uma vítima de bullying assassinou dois alunos e feriu outros quatro. Esse caso demonstrou para sociedade a gravidade da problemática, já que, por muitas pessoas, a questão citada é ignorada ou vista como “coisas de criança”. No ano de 2014, foi sancionada uma lei que previa soluções para o problema, entretanto, ainda há grandes obstáculos; seja pela difícil aplicação da lei, seja pela inadequada formação no âmbito familiar.
É indubitável que a questão constitucional e sua execução é uma das causa do problema. Segundo Aristóteles, a poética, por meio da justiça, é capaz de alcançar o equilíbrio. De maneira análoga, nota-se que essa harmônia não é concretizada no Brasil, já que, apesar de estar previsto na Constituição o princípio da isonomia, muitas crianças e adolescentes ainda continuam, frequentemente, sendo alvo de chacotas e humilhações dentro das próprias escolas, as quais, em maioria, tornam-se omissas. Consequentemente, há um aumento nos índices de depressão, suicídio, ansiedade e outros distúrbios.
Conforme Durkheim, uma pessoa em formação, apresenta grandes possibilidades de pensar da mesma maneira que as pessoas no seu entorno. Nesse sentido, o agressor tem altas chances de ter adquirido conceitos e ações presentes na sua família, como ter presenciado ou já sofrido violência física e psicológica constantemente, ou até mesmo por descuido e falta de diálogo. Assim, reproduz o errôneo ato contra outras pessoas, o que alimenta o egocentrismo e ausenta a empatia na criação.
Fica claro, portanto, a urgente resolução desses impasses. Dessa maneira, é necessário que o poder executivo juntamente com o judiciário, determinem que as escolas do Brasil passem por uma avaliação semestral, de forma que os alunos, em anonimato, deem nota no quesito do bullying, e promovam maior rigidez na fiscalização desse processo. Ademais, as instituições escolares devem agir em conjunto com os familiares dos alunos, para promover frequentes campanhas e projetos que cessem o ato.
ação, com o acompanhando de psicólogos.