Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 25/10/2017

Michel Focault, filósofo do século XX, defendia na Teoria do Poder que os indivíduos se organizam de modo a exercerem dominação. Tangente a isso, observa-se, atualmente, que o bullying tem crescido, seja por meio de violência física, verbal ou psicológica, principalmente, no âmbito escolar por meio de uma relação desigual de poder. Dessa forma, buscar soluções que minimizem essa problemática torna-se fundamental.

Antes de tudo, é válido salientar que o preconceito e a discriminação não são um problema atual. Na Idade Média, por exemplo, os deficientes eram queimados na fogueira da Inquisição e eram vistos como um problema social. Tal visão se transformou num legado histórico-cultural, já que, ainda hoje está enraizado na sociedade. Nos dias atuais, nota-se uma antiga imposição de paradigmas considerados ideais, sejam estéticos, religiosos e até culturais. Diante disso, a intolerância surge como forma de imposição ao padrão estabelecido. Tal contexto vem se refletindo excessivamente em ambientes escolares.

Nesse sentido, a banalização e a falta de profissionais preparados nas escolas para lidarem com essa problemática corrobora com a sua permeação. Prova disso é que segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015 mais de 190 mil estudantes entrevistados alegaram sofrer bullying com frequência, em comparação ao ano de 2012, houve um aumento de 30%. Sendo assim, as consequências vão desde evasão escolar, normatização da violência e depressão. Contudo, a verdadeira preocupação só chegou às instituições de ensino em 2016, ano em que a prevenção e o combate à prática virou lei no país.

Fica evidente, portanto, a necessidade de se discutir sobre o assunto e buscar soluções. Sendo assim, a Escola deve saber identificar os casos de bullying por meio de investimentos em infraestrutura e profissionalização dos profissionais sendo este indispensável para saber lidar com o problema. Paralelo a isso, a escola precisa investir em mecanismos de prevenção, tais como: reuniões, palestras com a comunidade escolar – pais, alunos, funcionários, promovendo oficinas e meios culturais que retratem a importância do seu combate. Por fim, com a aprovação da Lei de Combate ao Bullying, o Governo precisa garantir que esse projeto esteja sendo cumprido e, claro, se está apresentando resultados, mapeando os casos, monitorando as escolas e cobrando atitudes dos responsáveis. Concomitante a essas ações, é preciso que o Governo invista em uma educação mais crítica e cidadã, de modo a ensinar não só o conteúdo programático, mas também valores morais, éticos e humanos, incitando a solidariedade.