Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 25/10/2017
O livro de Jay Asher, “13 reasons why”, narra a história de Hannah, personagem que antes de cometer suicídio decide contar suas motivações, entre elas, o bullying. Fora da literatura, o bullying é um problema que afeta crianças e adolescentes diariamente no cenário escolar brasileiro. Esse problema possui raízes familiares e eclode pela omissão dos envolvidos.
Inicialmente é lícito referenciar Aristóteles, que afirmou que crianças são amorais e que os conceitos de certo e errado necessários para o convívio social são construídos, principalmente, no seio familiar. Logo, comportamentos violentos no ambiente escolar constumam surgir de sentimentos de revanchismo acerca de problemas que se originam dentro de casa. Ou seja, a escola é apenas um ambiente propício para que o ódio, que já existe, seja disseminado para terceiros. Essa realidade demonstra que Paulo Freire estava certo ao dizer que quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.
Nesse âmbito, as vítimas dessa violência costumam fazer parte de minorias sociais como homossexuais, negros e nordestinos. Isso ocorre porque o bullying parte da necessidade que o agressor sente de inferiorizar os demais para se sentir superior. Infelizmente, o resultado disso pode ser catastrófico, pois as consequências para a vítima vão desde a diminuição da autoestima e queda de rendimento escolar até casos suicídio. Nessas situações é imprescindível que haja atenção da escola e da família, pois a omissão, seja de pais ou professores, contribui diretamente com a problemática.
Evidencia-se, portanto, que a falta de debate é um entrave para esse problema. Por isso, as escolas devem oferecer palestras informativas para todo o corpo escolar, incluindo os pais dos alunos, que ensinem maneiras de identificar possíveis sinais de agressividade ou outras atitudes suspeitas que venham a gerar conflitos no ambiente escolar. Ademais, é necessário que o Poder Legislativo proponha e aprove uma lei que torne necessária a existência de profissionais de psicologia em escolas públicas e privadas, que estejam disponíveis para atender as vítimas e encaminhá-las para um acompanhamento adequado. Quem sabe assim, as escolas finalmente se tornem um ambiente propício para a disseminação de atitudes éticas e morais.