Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 27/10/2017
A famosa série norte-americana “13 Reasons Why” estreada no início desse ano, juntamente com filmes como “Amizade Desfeita” e “Sala Do Suicídio”, têm em comum um protagonista vítima de bullying e/ou cyberbullying, cujo desfecho da história é o suicídio. As produções se popularizaram por denunciar uma realidade mundial que existe há muitos anos e, apesar da dedicação de escolas, famílias e campanhas governamentais, ainda assombra aos jovens. Os alertas são feitos pela relação disso com a depressão, transtornos alimentares e exclusão social, além do próprio suicídio.
O ato de excluir e agredir verbal ou fisicamente determinados indivíduos sempre foi muito popular nas escolas, sendo comum sua ilustração em filmes desde os anos 70. No entanto, essa ação foi reforçada com o uso da internet. O ambiente virtual colaborou para que as agressões influenciassem rapidamente outros usuários, que dificilmente são descobertos, devido ao anonimato possibilitado pelo meio. Essa gradativa ação preocupa pela sua abrangência e sequelas mentais e sociais deixadas às vitimas.
Nesse sentido, sites importantes, como Globo e BBC Brasil, reuniram uma lista de casos reais de bullying e cyberbullying que resultaram em consequências graves para agressores e vítimas. Um exemplo disso, é o recente caso de um adolescente de uma escola particular em Goiânia que, após as provocações, utilizou uma arma de fogo pertencente aos seus pais para assassinar alguns membros de sua turma.
A partir de então, pesquisas educacionais têm sido feitas com o objetivo de descobrir as causas do agravamento da questão. Os resultados revelam que os principais motivos são medo, vergonha e sensação de incapacidade para mudar a situação. Com base nisso, o governo da ex-presidente Dilma sancionou uma lei de combate ao bullying, em que propõe medidas de discussão e prevenção às ações. Ademais, campanhas diárias, por meio de redes sociais, são realizadas pelo Ministério da Educação, sobre a profundidade das consequências dos atos, inclusive sobre como isso pode acarretar o suicídio de jovens e adultos, visto que a ação também pode se estender a ambientes de trabalho.
Em suma, embora os esforços tenham tido grande significado, o problema em questão ainda persiste e urge por mais medidas amenizatórias. Baseado nisso, é recomendado que o Poder Legislativo crie uma lei para punição dos praticantes de atividades ofensivas, em que menores de idade sejam obrigados a participar de palestras e atividades educativas sobre a ação e, os maiores de 18 anos, respondam em penitenciarias pelos atos. Com isso, pelo envolvimento de peso judicial, é esperado que os casos se minimizem.