Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 26/10/2017

É indubitável que a educação e a violência são incompatíveis e que, não obstante têm coexistido no contexto no contexto brasileiro. Contudo, verdadeira preocupação só chegou às instituições de ensino em 2016 ano em que a prevenção e o combate à prática tornou-se lei no país. Nesse contexto, o bullying gera sequelas potencialmente permanentes e está associado a dificuldade de controlar as agressões.

Na série Thirteen Reasons Why, demonstra a ausência de desvelo dos profissionais da escola e dos alunos para com a personagem principal na vivência das agressões. Sob essa ótica, é preciso destacar a importância da escola na solução de atos como o bullying. Isso porque, além da simples exposição de conteúdo, é seu dever educar o aluno para a convivência no coletivo, nas relações pessoais e profissionais. Segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. Nessa égide, evidencia-se o papel da educação na exposição de injustiças, incentivando a colaboração, a convivência com o diferente, a tolerância e, combatendo a violência entre os alunos e a omissão dos que testemunham a agressão.

Mediante os fatos supracitados, constata-se como produto um prejuízo na qualidade de vida, sobretudo, das vítimas. Segundo Jean-Paul Sartre, a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota. Nesse sentido, o fracasso é visto nos efeitos que são semelhantes tanto para o agressor quanto para o agredido, uma vez que, de acordo com Cléo Fontes, especialista em violência escolar, ambos podem apresentar déficit de atenção, falta de concentração e desmotivação para os estudos. No entanto, para o acometido pelo bullying, as consequências psicológicas são mais devastadoras, pois estão propensos à depressão, ao isolamento social e, em casos mais graves, ao suicídio. Dessa forma, é possível ressaltar que a violência no ambiente escolar  provoca bloqueios no que tange ao convívio social da vítima.

Vê-se então, de modo exposto a mazela representada pelo bullying e o papel da escola. Logo, assim como o organismo depende do sistema imunológico, tais estudantes precisam de defesa. A fim de que essa situação seja revertida,  o Executivo Federal, por meio do Ministério da Educação, deve investir na criação grupos de apoio de atenção primária psicológica, fornecendo profissionais qualificados e estimulando um tratamento baseado na orientação, reinserção das vítimas, e indicar o que os professores e alunos  podem fazer quando presenciarem a violência. Além disso, a escola pode cria um aplicativo para que os estudantes possam denunciar o bullying de forma anônima. Assim, será possível, com condições técnicas e cientificas, construir uma convivência tolerante e digna.