Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 27/10/2017

“O sonho do oprimido é ser opressor”

Atualmente o assunto bullying se tornou uma constante no debate social. Os relatos diários, videos, notícias nos jornais mostram o quanto esse fenômeno tem se repetido entre as pessoas, afetando principalmente, crianças e adolescentes.Tais situações, muitas vezes, além de gerar transtornos psicológicos resultam em episódios de suicídio ou assassinato evidenciando claramente a urgência que se faz necessária para tratar esse assunto. Segundo Rosseau e a teoria do bom selvagem “o homem nasce bom, a sociedade é que o corrompe”, e a sociedade atual tem se tornando uma fábrica de jovens perdidos e corrompidos por um desejo de oprimir que a partir da visão de Paulo Freire é derivada de uma educação não libertadora. Necessitamos repensar a educação atual e seu produto social.

Primeiramente, os olhos devem se voltar ao modo que se educa dentro de cada casa. Cansamos de crescer ouvindo, e muitas vezes reproduzindo, o discurso opressor. Vemos como modelo de crianção positiva crianças reprimida com agressões físicas, poucos espaços de fala, baixa ou nenhuma compreensão das necessidades infantis, e quase nenhuma empatia com o seu desenvolvimento psicológico, resultando em crianças que crescem mal formadas e inaptas a lidar com as dificuldades e diferenças da existência social coletiva.

Posteriormente, essas crianças, chegam a escola e lá encontram um estrutura também opressora e pouco adaptada as necessidades atuais. O bullying se tornou um resultante também da escola, que muitas vezes, não tendo estrutura para o básico, não dispõe de meios concretos para combater esse fenômeno. Adicionado ao fato da mal formação familiar, geram-se pessoas que sentem a necessidade de oprimir por ser oprimido, para se sentir maior, melhor. Com isso vemos que o diminuir o outro é prazeroso, satisfatório sentimento de poder, atitude decontrolar.

Portanto, fica claro que o combate ao bullying é de interesse de todo conjunto social, que o modo de criação e educação atual tem que ser repensado de forma ampla contemplando a formação de seres sociais conscientes e livres. Começa com os pais pesquisando mais afundo sobre o processo de criação e educação da primeira infância, procurando orientações em livros e pesquisas. A escola entra como formadora acadêmica, mas também, como espaço de debates e palestras em aulas como Sociologia que produzam seres pensantes, que sejam mais empáticos com os outros seres ao seu redor, mais consciente da realidade existencial humana. Com isso, campanhas na mídia de combate e desconstrução dessa necessidade de diminuir e controlar o outro resultaria em um sociedade mais livre, crítica, empática com um futuro menos opressivo e mais humano pela frente.