Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 27/10/2017
Estudos recentes feitos pela Psychological Science mostram que os afetados pelo o bullying na infância têm 6 vezes mais chances de apresentarem algum distúrbio psicológico na fase adulta, do que os não sofreram esse tipo de agressão. Além do mais, o Programa de Interação de Avaliação de Estudantes aponta que 1, a cada 10 alunos, sofrem ofensas físicas e verbais na escola. Todos esses dados revelam a gravidade desse quadro de saúde pública, que não deve ser tratado com tamanha naturalidade e que precisa de ações reversíveis de imediato.
Segundo Nietzsche, “o ser humano é o mais cruel dos animais”. Essa crueldade está exposta nas ofensas diárias com negros, homossexuais, deficientes físicos, migrantes, etc. Esses insultos estão caracterizados nas provocações com xingamentos e nas agressões físicas e verbais, ferindo instantaneamente as vítimas, formando assim crianças e futuros adultos transtornados. Como foi o caso do garoto de 14 anos, em uma escola de Goiânia, que atirou e matou em dois dos seus colegas de sala, e feriu outros quatro. Apesar de serem frequentes, as ofensas verbais ao adolescente eram desconhecidas pelos pais e professores.
Ademais, os efeitos que esses tipos de assédios causam nos feridos são, por muitas vezes, irreversíveis. Transtornos psicológicos e alimentares, insônia, isolamento social, depressão, suicídio, agressividade e ansiedade são das consequências mais comuns que eles acabam contraindo. Assim, tornam-se adultos infelizes, incapazes de terem uma vida normal e saudável, e tendo que conviver com esse trauma do passado que assola o presente e prejudica, além da vida do próprio indivíduo, a de todos os que estão ao seu redor.
É de extrema importância, portanto, que haja uma intervenção estatal e social para o fim dessas práticas tão prejudiciais. Desse modo, o Ministério da Saúde deverá, juntamente com as escolas, dispor de tarefas extracurriculares que advirtam os alunos das consequências das brincadeiras com o colega, e do mal que elas podem ser tornar na vida deles. Além disso, dispor de psicólogos para um acompanhamento pessoal de quem precisa de ajuda, como também instruir os professores afim de tentar parar essas ações em sala de aula. Por fim, os familiares deverão prestar mais atenção na vida dos seus entes, e perceber reações características desse sofrimento, como o isolamento, o medo de ir para a aula, entre outros. Com isso, as crianças e, consequentemente, os adultos, estarão mais seguros.