Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 27/10/2017
No perpassar da história, práticas de agressões contra pessoas que tinham um comportamento diferente da maioria já eram identificadas nas escolas nos séculos XVIII e XIX, quando o comportamento era visto como “natural”, inerente ao ser humano, realizadas, muitas das vezes, por meninos contra seus colegas, geralmente mais novos. Na contemporaneidade, a dinâmica do Bullying é marcada pela presença de alguns atores: autor, alvo e testemunhas. O autor é quem ataca a criança, supostamente mais fraca, com o objetivo de causar dor, constrangimento ou humilhação ao alvo. Diante disso, é preciso analisar as problemáticas que tal fenômeno representa e procurar medidas que o minimize.
Em uma primeira análise, pode-se observar como essas práticas de agressões acabam afetando diretamente na vida de pessoas que são escolhidas como alvo. Na maioria das vezes, quando uma criança apresenta um comportamento social ou algum aspecto físico diferente do convencional a probabilidade de essa criança sofrer com alguma prática de Bullying em algum momento da sua vida é alta. Prova disso são os índices de indivíduos que tiveram conhecimento ou presenciaram casos de discriminação, sendo os principais alvos os homossexuais, negros e nordestinos, segundo o Abrace, um site de combate ao Bullying. Portanto, as consequências para as pessoas que sofrem são devastadoras, podendo sofrer com problemas de saúde e até mesmo desenvolver problemas de depressão e ansiedade.
É importante destacar, ainda, como o desenvolvimento tecnológico e consequentemente das redes sociais contribuíram para a disseminação dessas práticas de agressão. O Cyberbullying, por exemplo, é uma forma de violência virtual que proporcionou o aumento de vítimas, já que muitas das vezes não há a necessidade de identificação do agressor e as formas de agressão se disseminam com maior facilidade. Dessa forma, a inclusão das diversas práticas de Bullying no código penal brasileiro é fundamental para o combate deste problema.
Sendo assim, torna-se necessário o combate às praticas de Bullying. Para isso, cabe ao Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Saúde, deve promover maior acessibilidade para população a tratamentos com psicólogos na rede pública, visando amenizar os efeitos dessas agressões na vida das pessoas. É imperativo, ainda, que a população, em parceria com as escolas, promovam eventos plurissignificativos e seminários, por meio de campanhas de caráter popular, para que diversos profissionais orientem os civis, sem tabus e estereótipos, sobre os efeitos negativos na vida da população, de modo a mitigar a prática do Bullying de modo efetivo.