Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 28/10/2017
Em outubro de 2017, um adolescente de 14 anos assassinou dois colegas de classe e deixou quatro feridos, em uma escola particular da cidade de Goiânia. O ato, que foi motivado pela prática do bullying, escandalizou a sociedade brasileira e chamou atenção para uma discussão acerca do tema. Nesse contexto, deve-se analisar como a omissão da família e a negligência escolar causam a potencialização desse mal, que tem se tornado comum nas escolas brasileiras.
Em primeira análise, a história ratifica a tese marxiana de que a economia é a pedra angular sobre a qual é construída toda uma sociedade. Sob esta ótica, os pais, por viverem em um mundo hiper-capitalista, têm a necessidade de passar cada vez mais tempo no trabalho ao invés de participar do processo educativo dos filhos. As crianças, por sentirem uma relativa autonomia, acabam não pensando nas consequências de seus atos e praticam, por exemplo, o bullying.
Outrossim, ainda com os adventos do capitalismo e as super tecnologias, o mercado de trabalho torna-se cada vez mais exigente e selecionado, em busca por profissionais qualificados. Nesse contexto, a escola, que se estende à formação do caráter e à convivência com pessoas de costumes diferentes - o que torna cidadãos mais tolerantes - esquece sua função social enquanto formadora de indivíduos éticos, pois está mais preocupada em ministrar conteúdos disciplinares. Sob esta conjuntura, as instituições de ensino acabam sendo negligentes e responsáveis pela prática do bullying.
Urge, portanto, que família-escola criem uma parceria que busque resolver o impasse. Para isso, a família deve estar mais presente no processo educativo dos filhos, por meio de diálogos e serem participativos nas reuniões escolares. Além disso, os pais devem colocar seus filhos em escolas que apresente compromisso ético na formação cidadã da criança, que tenha, por exemplo, atividades de integração - como gincanas, jogos - que promovam a solidariedade e a formação de amizades que respeitem as diferenças. Quem sabe, assim, casos como o da escola de Goiânia não se repitam.