Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 01/11/2017

É incontrovertível que os efeitos do bullying na sociedade são negativos e um problema muito presente.Isso precisa ser debatido e enfrentado, uma vez que, além da vítima, o agressor e espectador são alvos desse impasse.Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: as consequências sociais do problema e a ainda falta de atenção por parte das famílias e escolas à essa questão.

É importante pontuar, de início, que, como já afirmado pela educadora Cleo Fantes, apesar do perseguido ser aquele que mais sofre física e psicologicamente, todos os envolvidos no bullying não estão ilesos dos seus efeitos.Nessa continuidade, o que pratica e aquele que apenas observa, sem tomar as devidas atitudes, se não receberem a reeducação adequada, se tornarão cidadãos que, respectivamente, não saberão lidar com o diferente  e que não desenvolverão empatia pelas causas alheias.Assim, a ideia do líder Gandhi de que o futuro dependerá daquilo que se faz no presente parece fazer alusão ao fato de que é imprudente deixar esse cenário tomar conta das futuras gerações.

É fundamental pontuar, ainda, que as causas para a continuidade dessa conjuntura podem ser classificadas em duas categorias: uma escolar, a outra familiar.A primeira decorre da falta de punição e reeducação aos perseguidores por parte dos institutos educacionais, nos quais o bullying se mostra muito presente entre jovens e adolescentes.Isso resulta em um sentimento de impunidade, o que colabora, certamente, com o aumento da intensidade da perseguição.O outro motivo advém da pouca comunicação das famílias com seus filhos a respeito dos métodos de identificação e denúncia do bullying, a qual é resultado, em parcela significativa, da pouca informação da própria família sobre o tema.

Destarte, diante dos argumentos supracitados, cumpre ao governo, associado ao ministério da educação, providenciar para as escolas programas  punitivos, porém reabilitantes, direcionados para os agressores, a fim de que se promova a melhor convivência nos meios escolares.Outrossim, deve associar-se ao ministério da cultura e promover, por meio de documentários e palestras, uma ampla cultura de informação e conscientização a respeito do assunto, objetificando uma maior participação dos familiares na formação de indivíduos empáticos.Afinal, ’’ não se deve propor uma sociedade perfeita, e sim melhor’’, como já afirmado por Milton Santos.