Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 28/10/2017

Em 2016 se tornou lei a prevenção e o combate ao bullying, texto foi promovido pelo Diário Oficial da União, que o define como toda prática de violência física ou psicológica em atos de humilhação, intimidação ou discriminação. Devido a isso, trouxe à tona a execução do bullying dentro das escolas do país, que apesar de uma luta recente deve ser valorizada. O colégio tem como função social educar para o convívio no coletivo e desenvolver conhecimento, contudo quando há ações de violência ela perde o seu papel, tornando-se um ambiente hostil e angustiante, principalmente para as vítimas.

A violência física ou psicológica sofrida muitas vezes em casa reflete no comportamento o jovem na escola. O desejo de poder e realização é presente em grande parte das vítimas de bullying ou qualquer outro tipo de agressão, e quando isso ocorre na infância existe bastante probabilidade de se forma um adulto hostil. De acordo com o educador Paulo Freire no momento em que a educação não é libertadora, o sonho de quem já foi oprimido é se tornar opressor, no qual se desenvolve um ciclo de violência, onde a escola é muitas vezes palco e tem negligenciado as vítimas.

Vale acrescentar que o círculo do bullying possui também as testemunhas, que na maioria dos casos não interfere e de certa maneira contribui, às vezes essas pessoas são profissionais da educação que jamais receberam uma capacitação para lidar com essas situações. Somado a isso, a ausência de psicólogos dentro das instituições de ensino, só tornam mais evidente a falta de assistência à vítima. Os jovens que sofrem bullying em alguns casos desenvolvem problemas emocionais e mentais como; depressão e suicídio. A prova disso é que segundo a Fundação Oswald Cruz (Fiocruz), o bullying é a principal causa de autodestruição entre os adolescentes no Brasil.