Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 29/10/2017

A lei 13.277/16, que instituiu 07 de abril como o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, marca o aniversário da tragédia do Realengo, quando um ex-estudante invadiu uma sala de aula e atirou contra as crianças, causando 11 mortes. É notório o aumento da violência derivada da prática de humilhação entre os estudantes e indubitável seu reflexo na sociedade contemporânea.

Relativo ao crescimento dos casos de jovens submetidos a situações vexatórias, pesquisas no IBGE relatam um aumento de 11,3% entre os anos de 2012 a 2015. De acordo com os alunos, esta prática envolve desde intimidação até violência física, que por consequência afeta o ser humano em sua socialização; no seu contato com outras pessoas. Deveras, um estudo publicado em 2013 na JAVA Psychiatry descobriu riscos elevados de depressão e ansiedade em adultos que sofreram bullying na fase escolar.

Segundo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Neste contexto, assegura-se que as consequências do bullying não se restringem aos muros das escolas; visto que é responsável por criar adultos agressivos, depressivos ou com baixa autoestima e, nos casos mais graves, geram homicídios e suicídios. De certo, o jovem suicida de 24 anos, responsável pelo tiroteio na escola em Realengo, foi vítima de opressão, humilhação e violência na adolescência.

Dado o exposto, urge medidas que visam a proteção dos jovens. É mister a intervenção dos professores, no convívio diário com seus alunos, de modo a controlar qualquer prática de preconceito ou desrespeito a qualquer aluno além de incentivar denúncias de casos de opressão. A família possui papel vital na educação dos filhos e na transmissão de valores que demonstrem que todos os seres humanos são iguais, independente de qualquer problema físico ou psicológico. Ademais, o Ministério da Educação, através da Mídia, deve promover amplo debate sobre essa problemática. Afinal, a sociedade precisa falar sobre o bullying.