Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 30/10/2017
Em O Ateneu de Raul Pompéia, Sérgio é levado para um afamado colégio da época e por repetidas vezes é agredido pelo forte Barbalho. Porém, longe da ficção, infelizmente, essa história parece se repetir. Seja pelas marcas psicológicas e até mesmo pelas consequências dessas intimidações, o bullying reacende entre a sociedade canarinha e compromete indivíduos.
Em primeiro lugar, antes de tudo, convém destacar as motivações desse ato e suas sequelas. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim e sua teoria sobre o Fato Social, todo acontecimento tende a ser padronizado e imposto aos indivíduos. Logo, aquilo que rompe com dado padrão é considerado uma anomia e então passível de preconceito. De maneira análoga, é assim que o bullying se manifesta, quando algum indivíduo foge de dado “padrão” aceito socialmente, seja pela cor da pele, estatura, peso ou cultura, passa a ser estigmatizado. Dessa maneira, muitos padecem e desenvolvem inclusive problemas, como a depressão, baixo auto-estima e afins.
Por outro lado, as consequências do bullying podem ser mais severas, como é o caso do suicídio. Para o filósofo francês Jean Paul Sartre, o suicídio é um erro por se tratar de um ato que impossibilita todos os atos futuros de liberdade. No entanto, o indivíduo encontra-se de tal forma vulnerável que busca nessa opção a superação das opressões até então sofridas. Segundo dados da OMS, a cada 40 segundos uma pessoa se mata no mundo, o que evidencia a austeridade da situação.
Mediante os fatos supracitados, fica claro portanto, que a questão do bullying é consternadora em sociedade. Por isso, é indispensável que o Estado faça valer a lei anti-bullying a fim de garantir os direitos daqueles que se sintam ameaçados. Cabe a escola em parceria com o Ministério da Saúde, ofereça não só a instrução e debates sobre a temática aos pequenos, mas também atendimento clínico e psicológico aos alunos que apresentem tendências depressivas e suicidas. Já a mídia em parceria com o Ministério da Educação, pode com seu alcance propagandístico divulgar campanhas e informar os cidadãos a respeito do problema para combater o bullying e promover o respeito. E, finalmente, consoantes tais medidas, o indivíduo através do diálogo, assim como defendido pelo sociólogo Habermas, possa alcançar o consenso para uma sociedade mais empática.