Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 31/10/2017
Na década de 40, o filme de animação Dumbo já evidenciava uma das preocupações da pós- modernidade: o bullying, uma vez que o personagem principal é ridicularizado e excluído do meio social por seus amigos devido sua aparência física. Embora seja uma problemática vigente no corpo social, somente em 2016 se tornou preocupação para as autoridades, visto que seus efeitos são irreversíveis. Desse modo, rever a situação a qual os indivíduos estão inseridos é indispensável para avaliar seus efeitos.
De início, vale lembrar que, até pouco tempo atrás, as piadinhas e insultos eram vistos como brincadeiras de adolescentes. Hoje, considerado pela OMS (organização mundial da saúde) como problema de saúde pública, ainda há quem veja como diversão da idade, sobretudo, no ambiente escolar, em que a pratica ocorre com maior incidência, visto que 1 em cada 3 crianças é vítima -de acordo com o Estadão. Nessa perspectiva, segundo Hannah Arendt -filosofa Judia- a repetição de uma ação sem medidas punitivas ao longo do tempo promove a perda da sensibiliedade dos indivíduos, isto é, a banalidade do mal. Prova disso, é o documentário “Bullying” que relata depoimentos de crianças que tentaram buscar ajuda de um adulto e as atitudes dos agressores foram levadas como insignificantes.
Além disso, o bullying contribui para o aumento dos índices de suicídio. Segundo a OMS, o índice de autocídios aumentou cerca de 10% na última década, sendo o bullying umas das principais causas em virtude dos seus efeitos negativos como os sintomas psicossomáticos - doenças da mente que manifestam sintomas físicos; transtornos psicológicos -medo, agressividade, fobia; perda de interesse de ir à escola e depressão - isolamento social. Prova disso, é o garoto Roliver de Vitória, que era ofendido e alvo de humilhações, tirou a própria vida como válvula de escape.
Fica evidente, portanto, que é imprescindível minimizar os efeitos do bullying na sociedade. Desse modo, para que a pratica deixe de ser vista como “comum”, faz necessário que o Ministério da educação promova cursos que visem orientar as autoridades escolares, por meio de discussões e palestras com especialistas que visem desenvolver a consciência dos riscos que esse proporcionam, fazendo com que estejam capacitados na ocorrência da situação e que possam agir com providências punitivas como advertência. Somado a isso, a fim de amparar a vítima e o agressor , é necessário ainda o Ministério da saúde, por meio da criação de centros de apoio com psicólogos, para que estes possam orientar e ensinar o indivíduo a agir nas situações. Somente assim, iremos vencer a banalidade do mal. Última