Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 30/10/2017
Segundo Martin Luther King, líder ativista negro que lutou contra o preconceito racial nos EUA, os seres humanos aprenderam a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não conseguiram viver juntos como irmãos. Nesse sentido, o crescimento do bullying nas escolas brasileiras revelam o desafio de ensinar a conviver com as diferenças. Logo, é imprescindível buscar caminhos que unam Poder Público e segmentos sociais a fim de evitar os efeitos da persistência dessa prática de agressão, psicológica ou física, na sociedade em questão.
Um dos maiores patrimônios imateriais do Brasil é a sua diversidade, por conseguinte, é essencial que as escolas saibam lidar com as práticas de agressão que não respeitem a diversidade. De acordo com as pesquisas realizadas pelo Ministério da Educação, sobre a discriminação nas escolas, os homossexuais e os negros são os grupos que mais sofrem com o Bullying. Nota-se, portanto, um despreparo da escola em não somente proteger as minorias, mas também de formar indivíduos que respeitem a diversidade. Prova desse despreparo, amplamente divulgado nas redes sociais, foi o caso de uma menina negra adotada que sofreu bullying em três escolas diferentes de Belo Horizonte e nenhuma delas souberam combater a situação. Diante disso, é inegável que as escolas precisam assumir seu papel na luta contra o bullying.
Os efeitos da prática sistemática de agressão são negativos e, não raramente, irreversíveis. Visto que, para a psicologia, crianças e adolescentes ainda não possuem estruturas emocionais sólidas para lidarem com os traumas da agressão. Devido ao bullying, portanto, a maioria acaba desenvolvendo doenças psicológicas, como a depressão e a ansiedade, e, em alguns casos, chegando ao extremo do suicídio. Um bom exemplo disso é o caso da protagonista Hannah Backer, no seriado " Os 13 porquês". Na trama, a adolescente é vítima de bullying e, muito por conta da falta de acompanhamento do terapeuta escolar e da família, comete o suicídio. Nesse contexto, é imperativo combater esse mal, afinal, o direito à vida é um direito de toda a família humana e não pode ser violado.
Urge, portanto, que Poder Público e coletividade cooperem na direção de promover o respeito as diferenças a fim de combater o bullying. Cabe ao Estado, a afirmação de uma lei que torne obrigatório um treinamento, feito pelo Ministério da Educação em parceria com estudantes de psicologia voluntários das Universidades Federais, que instruam os professores a lidar e identificar com o bullying nas salas de aula. Em paralelo a isso, as escolas devem elaborar gincanas semestrais que discutam sobre o bullying e a importância de respeitar as diferenças. Só assim, os seres humanos aprenderão a viver juntos como irmãos.