Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 30/10/2017

O sociólogo, Karl Marx, acredita que as pessoas devem ser analisadas de acordo com o contexto de suas situações sociais, haja vista que exercem suas existências em grupo. Nesse pensamento, torna-se pontual compreender os caminhos gerados pela presença do bullying na sociedade brasileira e suas consequências. Isso significa que a a ínfima presença da escola na conduta do aluno e o sentimento preconceituoso vigente nos indivíduos contribuem para o crescimento do preconceito na população.

Primeiramente, em análise do problema, observa-se que as escolas são os principais lugares os quais o bullying está arraigado, pois é o local em que as crianças conhecem pessoas diferentes de seus meios de convívio. Essa questão é pertinente, uma vez que evidencia fraca presença da instituição sobre esse assunto, já que vem ocorrendo no Brasil frequentemente esse tipo de acontecimento. Como foi o caso do menino de 14 anos, vítima de preconceito, em Goiás, pegou a arma do pai e atirou contra os colegas de classe acarretando dois óbitos. É indiscutível, então, que a direção das escolas precisa tomar medidas que conscientizem os estudantes a não menosprezarem as outras pessoas, a fim de acabar com o desrespeito.

Outra razão essencial para a consolidação desse tipo de pensamento, é o fato de que o preconceito está enraizado na população brasileira desde quando os índios foram escravizados. Tal sentimento insiste em permanecer no indivíduo atual, se manifestando, também, na forma de bullying. O equívoco eclode no erro de se acreditar que por ter passado tantos anos desde a colonização essas práticas se findaram, todavia, sabe-se que não se pode dar razão a essa informação, pois é notória a presença de atos desrespeitosos principalmente a homossexuais, como afirma a pesquisa do Programa Abrace. Diante dessa questão, não se pode adiar uma punição maior a quem comete tais crimes e criar medidas que incentivem a educação contra o preconceito.

Portanto, o posicionamento assumido nessa discussão demanda duas medidas pontuais. A princípio, o Governo Federal juntamente com as escolas, devem estabelecer como meta criar programas, dentro das instituições, que visem em investir na construção da ética e moral do aluno, a fim de que possam se tornar pessoas melhores e que acabe a prática do bullying. A outra ação precisa ser fomentada também pelo Governo Federal, no sentido de intensificar campanhas contra o preconceito, para que o número elevado de agressões diminuam. Com esses direcionamentos, os indivíduos, como defende Marx, irão viver mais racionalmente na sociedade.