Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 30/10/2017

Uma pesquisa publicada pela ONU em 2017 mostrou que metade das crianças e jovens do mundo sofre ou já sofreu bullying em algum momento da vida, no Brasil a taxa é de 43% de acordo com o relatório. A pesquisa também mostrou que a maioria dos casos de bullying reportados pelas vítimas foi motivado por sua aparência física, gênero, orientação sexual e etnia. Logo, é indiscutível a urgência em trabalhar a importância da diversidade, além de implantar as medidas de combate já previstas por lei, a fim de evitar que o bullying continue.

A Presidenta Dilma Rousseff sancionou em 2015 a lei 13.185, que estabeleceu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). O Programa coloca a Escola e a Família como principais agentes no combate as intimidações, porém, muitas escolas ainda não tratam o combate ao Bullying como prioridade, deixando de criar, por exemplo, rodas de conversa e campanhas contra o preconceito, ou inclusive, não dão a devida atenção para sinais de alterações comportamentais nos alunos. Esse cenário se torna ainda pior uma vez que muitas crianças também não encontram abertura para dialogar em casa e por isso acabam desamparadas e a mercê da violência.

O chamado Cyberbullying, que consiste na intimidação sistemática por meio da internet, pode ser ainda mais perigoso, uma vez que o cenário virtual é ilimitado, o que intensifica o poder da agressão e deixa a vítima acuada mesmo fora da escola. Segundo o Cientista Comportamental Jonathan Haidt, o cyberbullying é um dos fatores que está contribuindo para a atual crise mental dos adolescentes e também pode ser atrelado ao aumento nas taxas de suicídio entre os jovens brasileiros, que atingiu 10% de acréscimo entre a população de 15 a 20 anos, entre 2002 e 2004, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).