Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 31/10/2017
No que se refere ao Bullying, podemos afirmar que o Brasil retrocede nos dias atuais, uma vez que segundo a vista ISTOÉ, o índice de discriminação de alunos que sofreram intimidação ou perseguição em 2012 foi de 35,3% subindo para 46,6% em 2015. Não são só as agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva com crianças e jovens brasileiros. Mas também o que aparentemente demonstra ser inofensivo, pode afetar emocionalmente e fisicamente a vítima da ofensa.
O ambiente escolar é a prova concreta de que o comportamento ofensivo e defensivo pode estar presente. Tendo em vista que recentemente segundo uma matéria publicada na página do Jornal Nacional do site da Globo, relatou que um adolescente de 14 anos saiu disparando tiros nos seus colegas em sua sala de aula na cidade de Goiânia, justificando-se posteriormente que ele vinha sendo apelidado de “fedorento” por um colega. Ou seja, não foram agressões físicas que feriram a vítima, mas agressões morais. Como deixa claro o sociólogo Pierre Bordieu: “A violação aos Direitos Humanos não consiste somente no embate físico, o desrespeito está - sobretudo – na perpetuação de preconceitos contra a dignidade da pessoa humana ou de um grupo social”.
Somado a isso, o Bullying é visto diariamente apenas como uma brincadeira de mau gosto, mas em contrapartida os dados afirmam que pode trazer sérios problemas mentais na vítima, podendo desencadear até mesmo o suicídio. Ademais, mesmo que a maioria “pareça” estar bem, quase 100% das vítimas sofrem em silêncio. Como aponta a Abrapia, revelando que 41,6% os padecentes nunca procuraram ajuda. E consequentemente pelo fato de contarem a ninguém, as vítimas acabam se sentindo muito sozinhas e sem ajuda, restando uma única opção, o suicídio.
Diante dos argumentos supracitados, é responsabilidade da escola juntamente com o Estado, fornecer a capacitação a professores e orientadores a fim de identificar a formas de Bullying em seus ambientes de trabalho, promover campanhas sobre conscientização nas escolas, oferecer palestras para pais, alunos e professores com a finalidade de colocar o tema em pauta, e por fim, produzir relatórios bimestrais acerca de casos de ocorrências de denúncias.