Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 01/11/2017

O filosofo Émile Durkheim em uma de suas obras registra a importância da Instituição Social que é um meio de organização da sociedade e o não surgimento deste mecanismo que deve seguir regras, leva a anomia. Atualmente, no Brasil as escolas enfrentam dificuldades em impedir esta patologia de má conduta entre alunos. Segundo a Sociedade Brasileira de Combate ao Bullying, mais de 40% da população escolar brasileira já sofreu abuso do gênero. Diante esta problemática, convém analisarmos suas causas e consequências.

Segundo a teoria da tábua rasa de John Locke, “O ser humano é como uma tela em branco que é preenchida por experiências e influências.” Portanto, é importante destacar que as ações e manifestos dos indivíduos são herdados de acordo com a vivência adquirida ao longo da sua formação. Logo, as práticas de bullying adotadas pelos jovens nas escolas tem origem no cotidiano do espaço familiar. Presenciar agressões, discussões e como também a ausência do diálogo sobra a conduta no ambiente escolar é significante nas agreções sejam elas físicas ou verbais. Além disso, a omissão dos professores e a falta de saber lidar com os acontecimentos, contribui com o crescimento desta prática.     Por outro lado, é de grande importância colocar em questão quais são as consequências sofridas por este ato. Grande parte das vítimas do bullying são pessoas tímidas, isoladas, de baixa autoestima e falta de confiança, estas após sofrerem constantes ataques desenvolvem a depressão. Pesquisas realizadas em escolas dos EUA revelam que alunos que sofrem bullying tem 9 vezes mais pensamentos suicidas. Ademais, as escolas tornam lugares indesejáveis a estas vítimas e consequentemente obtém notas baixas. Vale ressaltar também, que os praticadores resultam em adultos agressivos.

Diante disso confirma-se a necessidade de conscientização da sociedade como um todo com o objetivo de conter o bullying. O governo deve oferecer aos professores capacitação para lidar e combater a questão dentro das escolas. Como também, em difusão com a mídia, divulgar campanhas contra o gênero. Por outro lado, a escola deve realizar debates e reuniões com os pais em função a prevenção. Por fim, a família deve orientar, transferindo valores morais para formar cidadãos de bens tanto fora quanto dentro do ambiente escolar.