Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 31/10/2017

Injustiça atemporal

Desde a formação do Estado brasileiro, instauraram-se práticas que consolidaram o Bullying no país. Na contemporaneidade, tais impasses perpetuam-se, seja pela disseminação da violência, seja pela banalização histórica dessa forma de agressão. Logo, há a necessidade de se conhecer essa problemática, em prol de sua atenuação.

A priori, vale ressaltar a psicanálise de Freud, pois ela fundamenta que a personalidade e a conduta do indivíduo é formada ainda quando criança. À vista disso, a disseminação da violência, através de programas televisivos como novelas e obras cinematográficas, no horário infantil, fomentam a formação de crianças agressivas, que por sua vez, tenderão a adotar tais práticas no seu cotidiano. Assim, entende-se o motivo da existência do Bullying nas escolas nacionais, esse então, como consequência de uma sociedade hostil. Por conseguinte, a sua consolidação promove o aumento de casos de agressão entre jovens, seja ela física ou psicológica e, portanto, necessita-se erradicá-lo.

Ademais, demonstra-se fundamental entender a sociologia funcionalista de Durkheim, a qual determina que, para uma sociedade ser coesa e funcional, as instituições socias devem atuar harmoniosamente. Dessa forma, a trivialização histórica do Bullying, juntamente com a sua perpetuação, tornam-se um empecilho para a construção de uma pátria simétrica e harmônica. Nesse âmbito, comprova-se o enraizamento dessa prática na nação, visto o livro ’’ O Ateneu’’ de Raul Pompéia, o qual  explicita um colégio no século XIX que já apresentava fortes indícios de jovens ‘‘bullies’’, isto é, aqueles que praticavam a violência. Nesse sentido, inúmeras crianças brasileiras apresentam quadros de depressão ou baixa autoestima, por serem alvos de agressões e, assim, carecem de assistências para assegurar seus direitos.

Infere-se, portanto, a urgência de providências para combater o Bullying no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal em parceria com a iniciativa privada, investir em outros programas que passem durante o horário infantil, estes podendo estimular a capacidade crítica da criança e não a imortalização da violência, por intermédio de mudanças nas emissoras televisivas, objetivando diminuir o número de programações que estimulem o Bullying indiretamente. Outrossim, é de responsabilidade do Terceiro Setor, fomentar debates pacíficos no ciberespaço, por meio da criação de campanhas publicitárias que despertem nos pais desses jovens a necessidade de lutar contra essa forma de agressão, a fim de erradicar a banalização de tal atividade na pátria. Por fim, segundo Luther King, ’’ uma injustiça em qualquer lugar é uma afronta à justiça em todo o lugar’’.