Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 03/11/2017
No livro “Ponte para Terabítia”, de Katherine Paterson, a história mostra as dificuldades e os medos de meninos de 10 anos acerca de situações relacionadas ao bullying, dentro e fora da escola. Além dos livros, isso é uma realidade no Brasil e, desse modo, percebe-se que os efeitos do bullying na sociedade devem ser devidamente discutidos e contornados. Nesse contexto, ha dois fatores que nao podem ser negligenciados, como seus impactos na vida e nas relacoes interpessoais, e os empecilhos no combate à essa delicada questão.
Em primeira análise, cabe pontuar que a sociedade contemporânea sofre com o bullying e com suas consequências. Essas, por sua vez, vão desde a revolta por parte das vítimas, até o desencadeamento de problemas sociais, como o suicídio, que já é considerado problema de saúde pública mundial. Comprova-se isso por meio de dados do Ministério da Saúde, que apontam a manifestação do bullying na maioria dos 25 casos diários de autocídio, no Brasil. Dessa forma, vê-se que o bullying é um dos principais responsáveis pelo crescente número de pessoas que tiram sua própria vida, hodiernamente.
Não obstante, convém frisar que diversos são os fatores que implicam no controle dessa situação. Embora esteja em vigor uma lei que proteja as vítimas de bullying - Lei n°13185, de 2015 - a violência aos jovens, com intúito de intimidar sistematicamente, ainda é crescente, devido à má fiscalização dos ambientes, principalmente o escolar, onde ocorrem grande parte dos casos de bullying. Uma prova disso está no aumento da presença do bullying nas escolas, de 5% para 7% em 2015, segundo pesquisas realizadas pelo Ministério da Saúde e pelo IBGE. Diante disso, percebe-se que a necessidade de intervenção urge, devido à má conduta em determinados ambientes.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar a problemática dos efeitos do bullying na sociedade brasileira. É imprescindível que o Ministério da Saúde promova a disponibilidade de médicos especializados nos estudos das relações interpessoais e da mente humana, como psicólogos e psiquiatras, para ajudar na readaptação de vítimas de bullying à vida em sociedade, tentando amenizar as sequelas dessa situação, através de consultas semanais. Além disso, é imperioso que o Ministério da Educação, em parceria com a Polícia Civil, instaure a fiscalização do ambiente escolar, através de vigias rotineiras, principalmente nos intervalos de aula, a fim de reduzir os casos de bullying nesse meio. Dessa forma, a pátria educadora contribuirá para que a população não viva no medo da violência e da opressão, como no universo de Katherine.