Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 02/11/2017

A formação moral e ética de um indivíduo adulto está intimamente ligada ao período da infância e adolescência. De acordo com a teoria da tábula rasa de John Locke, o ser humano é como uma tela em branco que é preenchida por experiências e influências. Com isso, surge a problemática do bullying na sociedade brasileira que tem efeitos em longo prazo na vida do ser humano quando há presença de eventos negativos.

De início, vale ressaltar, que as situações de opressão, humilhação, agressão por parte de uma pessoa ou um grupo já existiam no ambiente social. Entretanto, quando houve a significação desses atos no termo bullying, a palavra se popularizou e ganhou mais visibilidade. Assim, esse problema, o qual se apresenta de maneira física, psicológica e verbal de modo constante, pode gerar atos de violência na vida da vítima tanto na forma individual, como o suicídio, quanto na forma coletiva, como os atentados. Tal realidade é ratificada na tragédia do Realengo, ocorrida em 2011, no bairro do Rio de Janeiro, na qual um jovem abriu fogo contra alunos da escola em que havia estudado, tendo como motivo o fato de ter sofrido bullying durante o período escolar.

Sob esse viés, destaca-se a Lei de combate ao bullying que foi sancionada em 2015. A norma prevê a adoção de medidas de conscientização, com foco maior na orientação e menor na punição. Contudo, a omissão adotada pela família e escola diante desse problema dificulta o reconhecimento dessa prática. Nesse sentido, as brincadeiras que disfarçam o propósito de maltratar e intimidar a vítima, são vistas como normais ou até mesmo fundamentais para a vida. Logo, essas brincadeiras não podem ser aceitas como elemento cultural na sociedade, visto que haveria uma reafirmação dessa prática que a cada dia se torna mais perigosa.

Torna-se evidente, portanto, medidas para erradicar o bullying na sociedade brasileira a fim de preencher a tela do ser humano com experiências e influências positivas no período de sua formação. Sendo assim, é indispensável a interação do Governo Federal com as escolas e a família formando um projeto que terá como diretrizes: a responsabilização, mediação de conflito e reeducação. O projeto consiste em três fases, na sua primeira etapa é assumida a responsabilidade de que há bullying no ambiente social, ou seja, cabe ao poder executivo divulgar isso em propagandas. Em seguida, a escola se compromete em mediar os conflitos, por meio de palestras que promovam o debate entre os alunos e funcionários. Ademais, a família tem como papel reeducar e isso é feito com o diálogo entre os pais e filhos para saber respeitar as diferenças entre os indivíduos.