Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 02/11/2017

Em Esparta, as crianças eram ensinadas a lutar. Na Grécia, aprendia-se a pensar. Porém, no Brasil, são violentadas, oprimidas e humilhadas por conta da cultura do bullying, que gera distúrbios psicológicos, físicos e sociais profundos. Diante disso, o continuísmo de tal chaga social representa um retrocesso para o desenvolvimento do país. Desse modo, faz-se mister a mudança de tal estigma perpassando pela tríade: escola, Estado e família.

Conforme defendeu o educador Paulo Freire, em seu livro “Pedagogia do Oprimido” as crianças são sujeitos dotados de particularidades que precisam ser desenvolvidas e aperfeiçoadas. No entanto, tal ação encontra-se distante da educação brasileira, na qual impera o comportamento da intimidação e violência entre alunos. Segundo pesquisas, 28% dos estudantes já sofreram violência na escola. Por isso, novas diretrizes pedagógicas precisam ser efetuadas por parte da comunidade escolar.

Consubstancialmente a isso, tem-se a evasão escolar e a crise identitária. A primeira, ocorre devido ao desestímulo que as crianças sofrem quando convivem com inúmeras brincadeiras e intimidações, vendo na desistência do estudo uma possibilidade de escapismo. A segunda, é oriunda da fragilidade identitária que assola essa fase de desenvolvimento, pois as virtudes, habilidades e a moral do jovem ainda estão sendo criadas. Por conseguinte, a família tem atuação primordial no combate a esse processo.

Portanto, mudanças fazem-se urgentes. É necessário a criação, por parte do Estado, de cartilhas informativas, especificando como a criança deve agir nesses casos, a Câmara de Deputados deve criar um projeto de lei que puna opressores de forma eficiente, pondo-os a realizarem trabalhos comunitários. Além disso, a escola deve criar conselhos estudantis para receber denúncias e acompanhar, com auxílio de psicólogos, crianças que sofrerem violência. Por fim, a família deve atuar discutindo e orientando seus filhos. Assim, o bullying será atenuado.