Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 02/11/2017

No mundo de Harry Potter, Hermione é uma bruxa dotada de conhecimentos de feitiçarias, mas que sofre preconceito por ter pais “sangue ruim”, ou seja, não bruxos. Entretanto, fora dos livros, o “bullying” representa um impasse no tecido social brasileiro. Nesse ângulo, abre-se um leque de problemática, entre elas, destaca-se a homofobia e o racismo.

A princípio, vale ressaltar que a negligência governamental esteja entre as causas do problema. Segundo o Artigo 5 da Constituição Federal, todos brasileiros são iguais, sem distinção de qualquer natureza. De maneira análoga, é possível perceber que na prática isso não ocorre, pois a homofobia está intrínseca nas autoridades que governam o país. Fatos que comprovam isso é a doação de sangue ser proibida para os homossexuais e a câmara dos deputados no Distrito Federal proibir a lei que considere a homofobia como crime. Desse modo, não é à toa que muitas crianças aprendam a intolerar qualquer tipo de orientação sexual em casa, exceto a heteronormatividade, e repercutam em forma de agressões verbais e chacotas no ambiente escolar.

Ademais, convém frisar que a questão está longe de ser resolvida. Conforme o Programa Abrace, 33% dos casos do bullying são sofridos por estudantes negros. Nesse contexto, apesar da abolição da escravatura datar de séculos antepassados, a questão racial ainda intriga na contemporaneidade. Pode mencionar, por exemplo, o comediante Chris Rock, durante sua adolescência sofreu preconceito e agressão física no colégio por ser afrodescendente. Em decorrência disso, a sala de aula que era para ser um cenário de aprendizagem, tornou-se local de intolerância e discriminação. Dessa forma, parafraseando Albert Einstein, é mais fácil quebrar a molécula do átomo do que vencer o preconceito.

Bullying, portanto, representa um antagonismo na sociedade brasileira. Para tanto, as ONGs, aliada à mídia, devem criar uma cartilha educativa, a ser distribuída nas redes de educação, que chamaria de “10 dicas anti-bullying”. Nela, os estudantes aprenderiam como denunciar os casos das agressões e conscientizar a diferença de uma brincadeira para um insulto. Outrossim, o Ministério da Educação deve punir qualquer tipo de discriminação, por meio de suspensão temporária, chamada da família, tanto da vítima, quanto do praticante nas escolas, a fim de conscientizar os pais de conversar com seus filhos e educá-los a respeitar o próximo. E, por último, o Poder Executivo deve tornar a homofobia e como crime no Brasil, seguindo o exemplo da “Lei Maria da Penha” que já garante os direitos femininos. Talvez, Dessa maneira, o bullying fique apenas na literatura.