Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 02/11/2017
De acordo com o Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário desde 1948, todo membro da família humana tem direito à diginidade humana. Entretanto, mesmo após quase 70 anos da assinatura desse importante documento, a sociedade brasileira ainda vivencia a persistência do bullying no país. Nesse sentido, o Estado e a sociedade devem buscar caminhos não somente para combater esse problema, mas também para educar acerca dele.
A intimidação sistemática ocorre, em um primeiro plano, pelo investimento minúsculo do poder público no problema. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, autor da célebre obra “Leviatã”, é papel da União manter a sociedade em harmonia social. Nessa problemática, apesar de existir medidas pontuais do governo, não há nenhuma lei destinada à regulamentação de uma quantidade mínima do PIB para frear a prática de bullying. Por conseguinte, pela falta de investimento, adolescentes são excluídos e são alvejados por piadas, por agressões físicas e por ameças pelos seus colegas. Logo, as prefeituras, subsidiadas pelo Ministério da Saúde, devem aumentar seu orçamento para parar o bullying , através de campanhas publicitárias, com o intuito de incentivar a denúncia, além de criar uma lei municipal em que o gasto per capita no combate ao bullying acompanhe a média mundial, e posto isso o Estado possa mudar essa alarmante situação e, assim como afirmou o teórico político, cumprir o seu dever. Em paralelo a essa questão, a ausência de aulas nas escolas corrobora para a atual conjuntura alarmante. Um bom exemplo disso, amplamente divulgado na mídia e debatido nas redes sociais, foi um estudante, na cidade Goiânia, que entrou com uma arma na escola e alvejou em seus colegas por não suportar mais o bullying que ele sofria. Isso deixa perceptível como a educação é essencial para evitar outros incidentes como esse, visto que ao educar os alunos, desde as séries iniciais, sobre a intimidação sistemática esse acontecimento e outros poderiam ser evitados. Deste modo, ONG’s que militam nesse setor, com aporte do Ministério da Educação, devem criar aulas e palestras lúdicas que expliquem como o bullying prejudica o desenvolvimento pessoal e como ele é negativo para a sociedade, resultando no menor número desses atos e criar um país consciente do seu papel.
Combater e educar são, portanto, alternativas para eliminar o bullying no Brasil. Para tanto, além das medidas citadas, os canais de TV aberta têm papel de criar programas de debate, em horário nobre, com a participação de pessoas que já sofreram bullying e especialistas, professores e psicólogos, para debater acerca do tema, haja visto que este causa forte impacto social. Afinal, assim será possível tornar o respeito base para a construção de um país mais fraterno e mais preocupado com os direitos humanos da sua população.