Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 02/11/2017
Em Esparta, as crianças e os jovens eram ensinados a lutar. Na Grécia Antiga, aprendiam a pensar. Nos países escandinavos, como Noruega e Dinamarca, aprendem a desenvolver suas potencialidades. Contudo, no Brasil, o cenário é diferente. As crianças são violentadas, humilhadas e oprimidas por conta da cultura do bullying que está enraizada no corpo social, gerando distúrbios psicológicos, físicos e sociais. Diante disso, a continuidade de tal chaga social representa um retrocesso para o país. O renomado educador Paulo Freire, em seu livro “Pedagogia do Oprimido”, dizia que as crianças são sujeitos dotados de particularidades que precisam ser desenvolvidas e aperfeiçoadas. No entanto, tal ação encontra-se distante da realidade da atual educação brasileira, visto que, a mesma não demostra eficácia no combate às agressões praticadas dentro do ambiente escolar. Segundo dados do IBGE, um em cada três estudantes já sofreram bullying e cerca de 20% das ocorrências aconteceram dentro das salas de aula. Logo, partindo dessa premissa, fica evidente que educadores e gestores nem sempre estão preparados da melhor forma para lidar com as possíveis situações de violência. Além disso, convém lembrar também dos ataques virtuais, como o ‘cyberbullying’ que é praticado por meio da internet. Sendo assim, as provocações podem começar presencialmente e evoluírem para o ambiente virtual. Logo, é possível perceber que atitudes violentas no meios de comunicação/redes sociais geram muita preocupação, pois também interferem na formação de crianças e adolescentes e deixam sequelas crônicas nas vítimas. Em Abril de 2011, na cidade do Rio de Janeiro, um caso chocou a sociedade brasileira. O jovem Wellington Menezes que tinha problemas psicológicos desencadeados por ter sofrido bullying na infância, adentrou dentro de uma sala de aula e disparou mais de 100 tiros contra vários alunos, deixando cerca de doze mortos e em seguida cometeu suicídio. Ou seja, as agressões físicas e verbais enfrentadas pelo jovem durante sua infância influenciaram de forma negativa no seu comportamento, ocasionando um dos maiores massacres no recinto escolar. Fica evidente, portanto, que o bullying nas escolas deve ser suprimido. É dever do Governo Federal junto com o Ministério da Educação, promover projetos voltados ao combate de intimidação nas escolas, com a punição de infratores e designá-los a prestarem serviços à comunidade, como também o pagamento de multas a fim de coibir as agressões físicas e verbais nas salas de aula e demais locais. Ademais, a Secretaria da Educação Municipal, aliada a Centros Psicológicos, são responsáveis pelo oferecimento de consultas às vítimas e agressores, que mediante a conversa, oriente e imponha limites nas práticas tidas como maldosas, ao mesmo tempo em que auxiliem aqueles com traumas. Por fim, resta a família estar atenta aos comportamentos dos filhos e buscar sempre um diálogo aberto com os mesmos, para que assim o contratempo seja extinguido