Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 02/11/2017
Estudos recentes feito pela Psychological Science mostram que os afetados pelo bullying na infância têm 6 vezes mias chances de apresentarem algum distúrbio psicológico na fase adulta, do que os que não sofreram esse tipo de agressão. Ademais, o Programa de Interação de Avaliação de Estudantes aponta que 1, a cada 10 alunos, sofrem ofensas físicas e verbais na escola. Todos esses dados revelam a gravidade desse quadro de saúde pública que não deve ser tratado com tamanha naturalidade e que precisa de ações reversíveis de imediato.
Segundo Nietzsche, “o ser humano é o mais cruel dos animais”. Essa crueldade está exposta nas ofensas diárias com negros, homossexuais, deficientes físicos, imigrantes, etc. Esses insultos estão caracterizados nas provocações com xingamentos e nas agressões físicas e verbais, ferindo instantaneamente as vítimas, formando assim crianças e futuros adultos transtornados. Como foi o caso do garoto de 14 anos, em uma escola de Goiânia, que atirou e matou dois dos seus colegas de sala, e feriu outros quatro. Apesar de serem frequentes, as ofensas verbais ao adolescente eram desconhecidas pelos pais e professores.
Além do mais, os efeitos que esses tipos de assédios causam nos feridos são, por muitas vezes, irreversíveis. Transtornos psicológicos e alimentares, insônia, isolamento social, depressão, suicídio, agressividade e ansiedade são das consequências mais comuns que eles acabam contraindo. Assim, tornam-se adultos infelizes e incapazes de terem uma vida sociável e normal. Tendo que conviverem com esse trauma do passado que assola o presente e prejudica, além da vida do próprio indivíduo, a de todos que estão ao seu redor.
É de extrema importância, portanto, que haja uma intervenção estatal e social para o fim dessas práticas tão prejudiciais. Desse modo, o Ministério da Saúde deverá, juntamente com as escolas, dispor de tarefas extracurriculares que advirtam os alunos das consequências das brincadeiras com o colega, e do mal que elas podem se tornar na vida deles. Além disso, dispor de psicólogos para um acompanhamento pessoal de quem precisa de ajuda, como também instruir os professores, a fim de tentar para essas ações em sala de aula. Por fim, os familiares deverão prestar mais atenção na vida dos seus entes, e perceber reações características desse sofrimento, como o isolamento, o medo de ir à aula, entre outros. Com isso, as crianças e, consequentemente, os adultos, estarão mais seguros.