Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 02/11/2017

Bullying: reflexo de um corpo social displicente

Na série “Everybody Hate Chris” o personagem principal narra, de forma cômica, os constantes casos de violência e repressão sofridos por ele durante a adolescência. Fora das telas, este panorama intitulado por bullying - violência moral ou física repetidamente a um indivíduo minorizado - tornou-se um grave contratempo na vidas dos jovens e vêm se consolidando na sociedade hodierna de forma lenta e gradual perante todas as negligências sociais.

De acordo com as estatísticas os casos de bullying ocorrem predominantemente no âmbito escolar. Isto, pois, é neste local que ocorre a difusão de culturas, opiniões, hábitos, costumes, personalidades etc. e concomitantemente, seria o ideal que fosse priorizado a educação às diferenças de cada indivíduo da sociedade, fato que não é desenvolvido. Dessa maneira, segundo a análise de Émile Durkheim, é na infância que os indivíduos passam pelo processo de socialização, ou seja, adquirem seus valores morais e éticos, portanto, a negligência dos órgãos educacionais em não promover debates e discussões a cerca das divergências na sociedade a fim de atribuir bons princípios aos menores torna-se um dos motivos pela vigência do bullying.

Outrossim, segundo o filósofo Rousseau, o homem nasce naturalmente bom, mas a sociedade o corrompe. Portanto, cabe analisar que um indivíduo que passa por processos conturbados dentro do âmbito domiciliar - brigas conjugais, violência doméstica, abandono, exclusão, não aceitação da personalidade e orientação sexual, etc - possuem seus valores deturpados e tendem a refleti-los em hostilidade à outras pessoas. Além disso, é indubitável que a teoria marxiana cabe a essa problemática, uma vez que o bullying acentua-se com as desigualdades sociais - fomentada pela luta de classes -, afetando, mormente , as minorias.

Torna-se necessário, portanto, a necessidade de medidas para converter esse panorama. Para isso cabe ao Ministério da Educação a promoção de debates, palestras, aulas educativas nas escolas acerca das diferenças que permeiam nosso corpo social, além da inserção de terapias mensais com psicólogos aos alunos de escolas principalmente públicas. Isso na perspectiva de prevenir futuros problemas e ensinar as crianças e adolescentes a importância do respeito à diversidade étnico-cultural, de gênero, e social no país vigente.