Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 03/11/2017
No contemporâneo mundo globalizado, tornou-se constante a veiculação midiática acerca de episódios violentos envolvendo ataques à escolas por indivíduos que sofreram bullying. Essa prática, que consiste na agressão física e/ou psicológica contra uma pessoa, com intuito de intimidar e inferiorizar, ganhou destaque no país com a aprovação de uma lei que a criminaliza. Contudo, para um definitivo combate ao bullying, é preciso que haja um engajamento entre família, escola e Estado.
A recente séria, “Os 13 Porquês”, retrata muito bem como o bullying impacta a vida da vítima. Uma vez que se iniciam as agressões físicas e psicológicas, sem que haja o impedimento ou percepção das ações por parte da família ou escola, podem levar ao acometimento de doenças mentais e até mesmo o suicídio. No entanto, o que mais é noticiado são ataques armados por alunos e ex-alunos, que foram feridos pelo bullying, e que mesmo após certo tempo, resolvem se vingar de seus agressores. Ainda assim, existem promoções de aprovação do projeto de lei que legaliza o porte de armas, o que poderia ser um agravante para esse cenário, assim como o advento das redes sociais e o cyberbullying.
O Brasil apresenta alguns casos graves dessa problemática, como o da escola em Realengo e o mais recente em Goiânia, os quais ambos resultaram em mortes. Não obstante, a política brasileira peca em ações que reduzam esses incidentes, mesmo com a atual lei que criminaliza essa prática. Em contrapartida, o século XXI é marcado pela promoção da aceitação ás diferenças, valorização do corpo e a busca por igualdade, campanhas que representam justamente os mais afetados pelo bullying: homossexuais, negros, pessoas com sobrepeso e da zona rural. Em razão desse apoio, a intimidação por terceiros torna-se mais difícil.
Por tudo isso, é preciso que família, escola e Estado trabalhem juntos por uma solução. Em primeiro lugar, o Governo deve aplicar de forma definitiva a lei que criminaliza o bullying, de forma que capacite escolas, economica e estruturalmente, para que elas consigam disponibilizar atendimento psicológico para vítimas e agressores, com intuito de reduzir essa prática na esfera escolar. As instituições escolares, por sua vez, têm o dever de promover ações contínuas de combate ao bullying, como instruir os servidores sobre como lidar com a situação, mas, sobretudo, deve manter relação com as famílias, para identificar e solucionar casos que ocorrem nesses ambientes. Ademais, as famílias devem compreender os familiares violentados e dar exemplo de comportamento, já que muitas vezes essa realidade tem origem em casa. Quem sabe assim, o bullying seja combatido na sociedade.