Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 04/11/2017

À perspectiva aristotélica, o homem é um ser político e naturalmente sociável. Paradoxalmente a essa concepção, inúmeras ações antiéticas corroboram a inevitabilidade da existência de indivíduos que não zelam pela boa convivência em sociedade. E, no que tange às muitas formas de violência, um evidente exemplo é o bullying ainda presente no Brasil. Nesse sentido, a análise dos fatores que implicaram o atual cenário desses atos ilícitos faz-se imprescindível para combatê-los e para que suas respectivas decorrências sejam atenuadas.

Como primeira constatação, observa-se que preocupações associadas ao bullying não apenas existem como vêm crescendo a cada dia. Por conta disso, é preciso buscar as causas dessa questão, entre as quais, emerge como a mais recorrente  comportamentos enraizados no próprio seio familiar. De acordo com a teoria do fato social de Durkheim, uma pessoa que nasce em uma família com pensamentos e ações intolerantes, tende a pensar e agir da mesma maneira, por causa da vivência em grupo. Juntando-se a isso o fato de que as vítimas são, sobretudo, minoria, perpetua-se o preconceito, o que reflete uma sociedade que ainda não aceita o diferente. Esses fatores atuam em um fluxo contínuo e favorecem na formação de um problema social com dimensões cada vez maiores.

Outro ponto que merece atenção está relacionado ás consequências geradas por esse contexto. Como efeito negativo dessa problemática está a ausência de leis em prol da atenuação do bullying, uma vez que ocorre tipificação destas atitudes como “brincadeiras de criança”. Em adição a isso, Sigmund Freud, pai da psicanálise, defendia em sua teoria pulsional que a impunidade é um fator externo de incitação para que o indivíduo esteja propício a continuar praticar o ato pelo qual deveria ser punido. Exemplos disso podem ser encontrados nas informações divulgadas pela mídia em geral como, por exemplo, na pesquisa realizada pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a qual constatou que  20% dos brasileiros já cometeram algum tipo de bullying.

De modo exposto, a situação pelo qual o bullying é tratada na nação, precisa ser revitalizada. Para isso, torna-se viável a união da tríade moral: o estado, a escola e a família. o primeiro, oriundo à mídia, deve propor leis que obriguem estratégias propagandistas ou publicitárias de carácter popular, afim de criar indivíduos éticos, diminuindo, assim, atos de intolerância. Enquanto as famílias em consonância com as instituições de ensino devem propor diálogo ativistas, persuadindo os jovens ao caminho consciente de respeito as diferenças.