Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 29/11/2017
Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas “Memórias Póstumas” que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado de sua miséria. Talvez, hoje, ele percebesse acertada sua decisão: a prática de bullying na sociedade. Com isso, surge a problemática do bullying que persiste intrinsecamente ligado a realidade do país, seja por vítimas de piadas maldosas nas escolas, seja por falta de orientação familiar.
É incontestável que crianças são vítimas de provocações no ambiente escolar, um tipo de violência que pode resultar em sequelas do curto ao longo prazo. Conforme Immanuel Kant, é no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento humano. Nesse sentido, muitas crianças não possuem orientação e experiência para lidar com o bullying nas escolas, ficando vulneráveis a fatores internos e externos, resultando em adoecimento emocional e físico, tais como a depressão, ansiedade e angustia. Podendo chegar a casos extremos: como assassinato.
Há, porém, outro agravante muito importante nessa luta: a família. Apesar de acontecerem, em sua maioria dentro das escolas, os casos de bullying também podem ser combatidos com a ajuda de responsáveis. Para isso, é necessário que o ambiente em casa seja de acolhimento, e não de repulsa. Um vez que a ideia de violência existe, posto que dentro da própria casa a criança depara-se com agressões verbais e físicas entre pais e filhos, acentuada pela ausência de afetividade familiar e inexistência de diálogo.
Infere-se, portanto, que o bullying é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao poder público fiscalizar a lei que obriga escolas e clubes a adotarem medidas de prevenção e combate ao bullying, além de criar cursos para capacitação de docentes e equipes pedagógicas na prevenção e solução do problema. Assim, podemos criar um legado que Brás Cubas pudesse se orgulhar.