Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 05/02/2018
Na narrativa do escritor alemão Franz Kafka,o personagem Gregor Samsa transforma-se em um inseto após sofrer pressões de uma sociedade na qual o caos foi banalizado.Fora da literatura,a desordem instaura-se no Brasil pós moderno,à medida que nem o Estado e nem o corpo social se mobilizam com o intuito de mitigar os efeitos do bullying escolar.Assim,novas medidas capazes de solucionar a problemática são necessárias,para que as vítimas dessas práticas não sofram de similares metaformoses.
Em primeiro plano,a Constituição Federal de 1988 -norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro- já em seu preâmbulo assegura o exercício dos direitos individuais e sociais.Sob essa perspectiva,observa-se que é competência do Estado inibir qualquer prática a qual infrinja a dignidade humana dos cidadãos e,embora haja a lei do bullying,criada em 2016,muitas lacunas permitem a perpetuação das práticas violentas na escola,como as penas brandas e o anonimato tangente às redes sociais,dando lugar ao cyberbullying.Por consequência,os agressores utilizam-se desse desassistencialismo para promover tais manifestações odiosas,o que acarreta nas vítimas a depressão,a queda na sociabilidade e,inclusive,o suicídio.
De outra parte,a coletividade brasileira contemporânea é influenciada por uma cultura de banalização da violência,a qual pode ser percebida nos colégios,por meio do bullying.Nesse sentido,as práticas violentas ocorrem,sobretudo,com os indivíduos marginalizados socialmente,como os negros,os obesos e os homoafetivos,o que demonstra o grande preconceito social incutido desde a infância.Diante disso,levando-se em conta a teoria do “behaviorismo radical”,do psicólogo Frederic Skiner,que define o comportamento do homem como reflexo do meio,tal desafio supracitado é perpassado ao longo das gerações,o qual concebe a disseminação do bullying na conjuntura escolar.
Portanto,em virtude dos efeitos mencionados,a fórmula para atenuá-los passa pela cooperação entre o Estado e a educação.Logo,cabe ao Ministério Público a adoção de políticas coercitivas mais eficazes contra aqueles que não despertaram para o valor social igualitário,mediante punições e penas mais rígidas;além de fiscalizar,de modo efetivo,o âmbito online,através de uma severa vigilância nas redes sociais,a fim de diminuir o impasse do bullying.Ligado a isso,compete às instituições educacionais instruir os discentes de forma clara quanto ao malefício do bullying,construindo uma conscientização social por meio de discussões em sala e de palestras a respeito,com o fito de erradicar o preconceito coletivo,sobretudo,com os negros,os obesos e os homoafetivos.Desse modo,os efeitos do bullying serão minimizados e a banalização do caos irá figurar-se apenas nas páginas da literatura.