Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 10/02/2018

O drama norte-americano “Extraordinário”, lançado em 2017 aborda o bullying sofrido por um jovem portador de uma deformidade facial. Longe de fazer-se presente apenas nas produções estadunidenses, esse tipo de violência é comum na sociedade, principalmente em escolas. Os caminhos para combater essa problemática envolvem a união entre instituições de ensino e famílias.

A OMS enquadra o bullying como violência interpessoal, que, segundo a entidade, é a maior causa de morte entre pessoas de 10 a 19 anos. Em idade escolar, muitos desses jovens não encontram a segurança e o cultivo à tolerância, defendidos pelo sociólogo Paulo Freire, nas instituições de ensino. Nesse sentido, além de possíveis danos físicos e psicológicos, as vítimas dessa violência têm rendimento escolar comprometido, não completando seu desenvolvimento integral.

Por outro lado, também é relevante o papel da família na identificação da agressão e na tomada de providências junto à escola. No filme “Extraordinário” a integração familiar com os profissionais de ensino foi fundamental para a superação da problemática pelo adolescente. Como na ficção, na vida real, o diálogo precoce entre esses entes representa uma atitude positiva para a prevenção e combate ao bullying.

Destarte, percebe-se que o bullying é entrave ao desenvolvimento e integração do jovem à sociedade. Dessa maneira, cabe às prefeituras municipais, através das secretarias de educação, capacitar professores e coordenadores para lidar com situações de risco que envolvam esse tipo de violência. De mesmo modo, as prefeituras devem fornecer atendimento psicológico para os jovens e famílias envolvidas, além de programas de prevenção ao suicídio. Por fim, após capacitação, as escolas devem promover eventos de conscientização que envolvam toda a comunidade estudantil, a fim de prevenir a ocorrência de bullying e evitar suas consequências.