Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 06/03/2018
A competição pela aceitação social é algo natural na sociedade, entretanto, a prática de humilhação e de violência - que costumam agir paralelamente à essa competição - são situações que devem ser discutidas. Quando em ambiente escolar, as consequências dessas atitudes podem ser irreversíveis e prejudiciais à formação de caráter de indivíduos. Dessa forma, cabe a análise das razões e dos reflexos gerados pelo bullying.
A violência sistemática contra jovens e crianças em ambiente escolar – o bullying – é crime que exige participação de três elementos: o agressor, a vítima e a plateia. As ofensas e agressões físicas só são sustentadas quando existe um fator incentivador: a plateia. Por vezes, a taxação de poder aos agressores os populariza e amedronta aqueles que são imparciais nesse tipo de violência, tornando-os parte do grupo observador e inertes na tentativa de evitar o crime. Os principais motivadores do bullying estão vinculados à própria família: ambientes hostis e violentos formam, erroneamente, o caráter de crianças, as quais refletem o aprendizado em outros espaços sociais, como a escola. Além disso, a falta de profissionais capacitados – psicólogos e assistentes sociais – corrobora a demora na identificação das vítimas e seus agressores.
Nesse sentido, o trabalho conjunto entre escola e órgãos públicos deve incluir a participação do Ministério da Saúde: o acompanhamento psicopedagógico deve englobar vítimas e agressores, através da identificação da motivação do crime e, com a execução das leis vigentes, promover a proteção dos envolvidos. Todavia, ainda existe uma falha na execução desses serviços. A exemplo disso, pode-se citar o caso de Wellington Menezes – autor do massacre no Realengo. Com 26 anos, Wellington matou dezenas de estudantes de uma escola onde ele havia sofrido ataques sistemáticos quando era mais jovem. Essa situação ratifica os danos extremos que são vinculados ao bullying, que variam de depressão à suicídios e homicídios, por exemplo.
Conclui-se, portanto, que o bullying não é um óbice isolado, mas sim de responsabilidade de todos. Dessa forma cabe ao Ministério da Segurança a garantia do desarmamento nas escolas, através de fiscalizações eletrônicas. O Ministério da Educação e da Saúde devem promover em conjunto a capacitação de professores e psicólogos para a rápida identificação dos problemas. Além disso, a mídia deve veicular campanhas contra o bullying de modo a atingir as famílias dos estudantes, para que fortaleça as relações de ética e moral dentro de casa.