Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 19/03/2018

“Não sou eu que tenho problemas, é o mundo que parece ter problema comigo, me julgam antes de me conhecer.” Shrek, protagonista do filme de Andrew Adamson, é um ogro solitário, que ao entrar em contato com a coletividade é totalmente rejeitado por ser diferente. Ora, ao se tematizar o bullying na sociedade contemporânea, há apenas o reflexo de Shrek - a redução da ideia de respeito.

Na proa desse pensamento, ata-se a frágil atuação estatal. A filósofa Hannah Arendt, em sua teoria da banalidade do mal, apregoa que devido o aumento da violência, associado com a ausência de punição, o mal tem tornado-se pueril. Dessa forma, o Estado peca na resolução dos casos de bullying, onde as vítimas se martirizam e os agressores continuam impunes. Ora, não há Leviatã, mas Pandora.

Diante disso, dois substratos dessa problemática é o aparecimento de distúrbios emocionais progressivos, como a depressão, que pode levar as vítimas ao suicídio e a evasão escolar. Segundo dados, a taxa de suicídio entre jovens vítimas desse mal aumentou em 10% nos últimos anos, o que impacta negativamente na sociedade. O prejuízo que estende-se à educação é ainda mais alarmante, pois afeta um direito fundamental do cidadão.

Depreende-se, portanto, que dois agentes atuem na resolução dessa questão. O poder público, autor da lei que combate tal prática, deve fiscalizar a atuação da mesma, além de contratar psicólogos para as escolas, a fim de auxiliar a recuperação dos sofrentes. A conluio do Estado, a mídia pode realizar campanhas publicitárias de incentivo à denúncia, que facilite a ação estatal, para que haja conscientização em massa. Sendo assim, entender-se-á a assertiva de Hannah Arendt, “a essência dos Direitos Humanos é direito a ter direitos.”