Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 27/03/2018

“O importante não é viver, mas viver bem”. De acordo com Platão, a qualidade de vida é, muitas vezes, mais considerável que a própria existência. Entretanto, tal perspectiva não se perpetua aos padecentes de bullying no país, os quais, devido a falta de auxílio, são vulneráveis a efeitos psicossociais irreversíveis. Também, impera admitir que tal intimidação sistemática sucede sujeitos violentos, colocando em risco a vida da sociedade brasileira.

Em primeiro plano, vale ressaltar que, de acordo com o projeto Programas Abrace, os indivíduos submetidos à intolerância apresentam, além de depressão e ansiedade, fobia e desinteresse escolar. Dado isso, no que se refere ao ambiente escolar como um espaço no qual se modifica o elemento, carece ênfase em políticas efetivas de monitoramento, dentro e fora da sala de aula, em prol do amparo desses vulneráveis.

Ademais, vítimas de bullying tendem as se transformar em adultos agressivos, cometendo crimes e assassinatos. Exemplo disso foi o massacre na escola em Realengo, Rio de Janeiro, no qual o ex-aluno Wellington Menezes, que sofreu de tais maus tratos, retornou ao recinto e disparou mais de 100 tiros contra os estudantes, consequência da ausência de projetos que pudessem ter impedido o exercício dos indivíduos que atuaram violentamente contra o atirador durante seu ensino médio.

Face às considerações exploradas, cabe ao Ministério da Educação e aos setores competentes de cada instituição, selecionar responsáveis aptos a lidar a respeito do assunto, oferecendo cursos especializados para esses profissionais, visando, dessa forma, o bem estar do corpo discente. Outrossim, espera-se do Governo Federal  através do incentivo monetário às redes de ensino, a disponibilidade de visitas semanais de psicólogos às salas de aula, a fim de auxiliar e compreender o cotidiano estudantil em sala de aula. Só assim será possível a construção de um Brasil condizente com a premissa platônica.