Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 30/03/2018
O bullying é caracterizado pela prática de agressão física e/ou psicológica intencional e repetitiva, num cenário de relação desigual de poder entre pares. Tal realidade, afeta diretamente a vida e saúde emocional da vítima. Nesse contexto, devem-se analisar como a negligência da escola e da família causam a persistência desse problema e como combatê-lo.
Em primeiro plano, a escola - que participa ativamente da formação dos indivíduos - tem sido omissa no combate ao bullying, o que reforça a sua reprodução ao longo do tempo e em demais locais de interação social. Isso é fruto do modelo de educação vigente, que se concentra apenas em transmitir assuntos pedagógicos, esquecendo, assim, de ensinar valores de respeito, tolerância e de discutir sobre a intimidação sistemática - apesar da lei número 13.185 prever tal atitude. O resultado pode ser vislumbrado no dado do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), que diz que um em cada dez estudantes brasileiros é vítima de bullying.
Somada a essa questão, a família não dá a devida atenção para os jovens, que se tornam vulneráveis emocionalmente e potenciais agressores/vítimas. Isso decorre do fato de que muitos pais não notam traços de raiva reprimida em seus filhos, ou ainda, de insegurança e baixa autoestima - características comuns nos autores e pacientes do bullying -, e desse modo não fornecem ajuda. A consequência é a manutenção da problemática em questão na sociedade, e a conseguinte predisposição dos envolvidos à distúrbios psicológicos, tentativas de suicídio ou comportamento agressivo, como observado no caso divulgado pela mídia em 2017, do adolescente que matou dois colegas de classe em escola de Goiânia por sofrer bullying.
Torna-se evidente, portanto, que o bullying e seus efeitos devem ser combatidos. Para tal, cabe ao Ministério da Educação, através de propagandas educativas midiáticas, informar sobre os caminhos e perigos do bullying, além de garantir que as escolas não se atenham ao ensino formal, mas também, ao ensino cidadão de direitos, deveres e solidariedade, desse modo, se desenvolverão indivíduos conscientes e respeitosos com o próximo. Bem como, a família deve incentivar desde cedo o acompanhamento terapêutico com psicólogos para que o autoconhecimento seja praticado e a intimidação sistemática evitada.