Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 03/04/2018

“O importante não é viver, mas viver bem”. De acordo com Platão, a qualidade de vida é, muitas vezes, mais considerável que a própria existência. Entretanto, tal perspectiva não se perpetua aos padecentes de bullying no país, os quais, devido à falta de auxílio, são vulneráveis a efeitos psicossociais irreversíveis. Também impera admitir que tal intimidação sistemática sucede sujeitos violentos, colocando em risco a sociedade brasileira.

Em primeiro plano, ressalta-se, com base no projeto Programas Abrace, que os indivíduos submetidos à intolerância apresentam fobia e desinteresse escolar. Dado isso, no que se refere à escola, como um espaço no qual se modifica o elemento, carece ênfase em políticas efetivas de monitoramento, dentro e fora da sala de aula, em prol do extermínio desses males resultantes em consequências futuras, como ansiedade e problemas de interação social na fase adulta e profissional.

Além disso, vítimas de bullying tendem a se transformarem em adultos agressivos, cometendo crimes e assassinatos. Exemplo disso foi o massacre na escola em Realengo, onde o ex-discente que sofreu de tais maus-tratos retornou ao recinto e disparou mais de 100 tiros contra os estudantes, sendo presente a ausência de projetos que pudessem ter repreendido o exercício dos indivíduos que atuaram, violentamente contra o atirador em seu passado, a criminalidade prosseguiu perpetuando no cenário contemporâneo na vida desses alunos.

Face às considerações exploradas, cabe ao Ministério da Educação e aos setores competentes de cada entidade selecionarem responsáveis aptos a lidar com o assunto, por intermédio de cursos especializados para esses profissionais, por meio do subsídios a esses órgãos, visando o bem-estar do corpo discente, todavia, dessa forma, também, exercer o papel, além da instituição familiar, de espaço que modifica o sujeito. Em contrapartida, compete aos veículos midiáticos abordar em propagandas e novelas a respeito do assunto que junto com estímulo financeiro estatal, vise trazer o debate ao núcleo familiar brasileiro. Outrossim, espera-se do Governo Federal a disponibilidade de visitas semanais de psicólogos às salas de aula, mediante o incentivo monetário às redes de ensino, a fim de auxiliar e compreender o cotidiano estudantil em classe e assegurar estabilidade emocional a esses vulneráveis. Ainda, desse mesmo agente, almeja-se a adoção do hábito de integração entre colegas nos colégios e junto ao Ministério da Educação incitar a integração em grupo, dentre as abordagens que podem ser realizadas estão as atividades, brincadeiras, palestras, gincanas e projetos realizados com o objetivo de aproximar os alunos e reduzir as diferenças encontradas na convivência diária. Só assim será possível a construção de um Brasil condizente com a premissa platônica.