Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 15/04/2018

A Constituição Federal - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro – assegura a todos o direito à liberdade e à segurança. No entanto, os frequentes casos de bullying notificados nas escolas mostram que os indivíduos ainda não experimentaram esse direito na prática. Nesse sentido, deve-se analisar como a omissão das instituições de ensino e a negligência familiar provocam tal problemática na vida das crianças e adolescentes.

Em primeira análise, é preciso destacar que os profissionais que trabalham nas escolas não fazem intervenções nas transgressões, visto que não enxergam o bullying como prioridade a ser barrada, pois estão preocupados com a educação dos alunos. Em decorrência disso, os agressores voltam a cometer violências físicas ou verbais, já que não são punidos. Ao seguir essa linha de fatos, as vítimas começam a sofrer com problemas psicológicos, solidão e autoestima. Uma pesquisa realizada pela ONU - Organização das Nações Unidas – em 2016, foram entrevistadas 100 mil crianças em 18 países e, em média, metade deles já sofreram isso nos colégios. Será mesmo que os educadores são os únicos culpados desse impasse?

Sob outro ângulo, as famílias dos delinquentes também são responsáveis pelos transtornos ocorridos nas escolas. Segundo Zygmunt Bauman, importante sociólogo polonês, o mundo contemporâneo é pautado pelo dinamismo e pelo individualismo. Nesse contexto, os pais estão cada vez mais preocupados em se aperfeiçoar no trabalho e acabam não tendo tempo de educar seus filhos. Em consequência disso, o mundo fica de portas abetas para as crianças verem filmes e jogarem jogos voltados a violência, que inquestionavelmente vão ser influenciados.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para combater o bullying. Assim, o Governo Federal em parceria ao Ministério da Educação, deve levar psicólogos qualificados até as escolas para que as vítimas possam ter alguém para conversar e mostrar suas dificuldades. Eventualmente, os alunos vão se sentir mais amados, certamente deixar de lado a solidão e se abrirão com suas famílias. Ademais, deve-se ser implantada nas escolas, palestras bimestrais sobre o problema, a fim de conscientizar os profissionais e agressores. Esses investimentos serão importantes, pois ampliarão as possibilidades de um mundo menos intolerante.